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PRÓXIMAS GIRAS

Vale a pena…

Nota de Falecimento –

Com profundo pesar informamos o desencarne da Vovó da nossa querida Michele Ribeiro (filha de santo).  Que Deus o ilumine a todos e que ela seja recebida por seus amigos e familiares na Espiritualidade de braços abertos.

Obrigado

(Mãe Katia)

01/10/2016 – Gira de Cosme Damião

O dia de São Cosme e São Damião, para os católicos,  também é celebrado no Candomblé. Nesse caso, no entanto, comemora-se a tradição em 27 de setembro e, tendo como referência, dois orixás. “Não são as mesmas figuras, mas em ambas são irmãos com histórias de vida muito parecidas”, explica Pai Nino D Osumarê, da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e do Entorno.

Nesse caso, a tradição tem como referência os Ibejis, divindades africanas. Para o Candomblé eram  irmãos gêmeos que, em troca de brinquedos e doces, resolviam os problemas levados a eles.  “Resolviam problemas, garantiam colheitas mas, casos as promessas não fossem cumpridas, faziam travessuras e podiam até mesmo reverter o que havia sido pedido”, conta Pai Nino.

Segundo a lenda, um dos irmãos morreu afogado e o outro, extremamente triste, pediu ao “Deus supremo”, que o levasse. “Conta a tradição que foi deixada na terra uma imagem em que a figura dos dois apareciam juntas e jamais poderiam ser separadas. A partir de então, as promessas passaram a ser feitas para a imagem, também em troca de doces e brinquedos”, conta.

“Os Ibejis são celebrados com cultos próprios durante todo o ano, já que estão ligados a ideia de “criação”, são cultuados em todos os rituais”, explica Pai Nino. “Devido a convivência com a cultura cristã, também fazemos festa em setembro em que são distribuídos brinquedos, doces e Caruru (comida típica que pode ser acrescida de amendoim ou castanha) para as crianças”, explica.

Já na Umbanda, celebra-se Cosme e Damião e não os Ibejis, na mesma data. “Quando os escravos foram trazidos da África para o Brasil acabaram criando a Umbanda e, para poderem realizar seus cultos, associaram seus deuses aos do catolicismo.

17/092016 – Linha D’água

As “sereias” são seres que nunca encarnaram e atuam como seres encantados como os elementais. São seres naturais. São regidas por Yemanjá, Oxum, Oxumaré e Nanã. Na Umbanda-Astrológica são regidas pela Lua, pelo signo de Peixes, Câncer e Escorpião.

As sereias “verdadeiras” são seres naturais regidas especialmente por Yemanjá. Num sentido esotérico elas representam as Ondinas, ou antigas sereias, são mais velhas e são regidas por Nanã Buruquê. Já as encantadas elementais aquáticas, são regidas por Oxum.
A Umbanda tradicional não reconhece Oxumaré como regendo também as sereias, mas como este signo representa a transformação e a magia é quem possibilita a vinda das sereias a Terra em forma de Mulher.

Todas incorporam nos cantos de Yemanjá, mas podem-se cantar cantos de Oxum e Nanã durante suas manifestações, que elas respondem, dançando suas danças rituais, mais rápidas nos cantos de Oxum e mais lentas nos cantos de Nanã. Elas têm um poder de limpeza, purificação e descarga de energias negativas superior a qualquer outra das linhas de trabalhos de Umbanda Sagrada. No entanto há pessoas que não se sentem bem com a influencia dessas forças se não conseguirem manifestar a mediunidade com harmonia e equilíbrio. Sendo esta uma das linhas que causam epilepsia e na Umbanda-Astrológica se revela na Vibração Lua/Netuno.

Elas não falam, só emitem um canto, que na verdade é a sonorização de um poderoso “mantra aquático”, diluidor de energias, vibrações e formas-pensamento que se acumulam dentro dos centros ou nos campos vibratórios dos médiuns e dos assistentes. E é por isso que muitos que possuem uma sensibilidade muito forte não conseguem dominar essa energia e torna-se dominados por ela. Assim tem muitos distúrbios mentais e choques no sistema nervoso. E tudo isso é piorado quando a família passa a drogá-lo com remédios muito fortes para epilepsia.

Essa é uma linha poderosa, mas pouco solicitada para trabalhos junto à natureza. Até porque não são todos que conseguem compreende-la corretamente. Elas são ótimas para anular magias negativas, afastar obsessores e espíritos desequilibrados ou vingativos. Também são poderosas se solicitadas para limpeza de lares e para harmonização de casais ou famílias. Para oferendar as sereias, deve-se levar ao mar, aos lagos ou às cachoeiras: rosas brancas, velas brancas,azuis, amarelas e lilases, champanhe, frutas em calda e licores. Mas se contata mais facilmente essas energias e vibrações através de cristais com mentalizações e pontos cantados.

É um mistério que precisa ser mais bem estudado, usado e compreendido pelos umbandistas. Pois se sabe ainda muito pouco sobre elas.

Já sobre os Marinheiros a Umbanda tem nessa linha de espíritos do mar uma de suas linhas de trabalhos espirituais. Segundo se sabe eles são espíritos alegres e cordiais que gostam de imitar os marujos nos tombadilhos dos navios em dias de tempestade. Mas, na verdade são seus magnetismos aquáticos que lhe dão a impressão de que o solo está se movendo sobre os seus pés. Fato este que os obriga a se locomoverem constantemente para a frente e para trás, tal como fazem as sereias quando incorporam nas suas médiuns.Os marinheiros são realmente espíritos de antigos piratas, marujos, guardas marinhos, pescadores e capitães do mar. São regidos por Yemanjá e Oxalá, mas atuam também sob a irradiação de Yansã, Oxum e Obaluayê, etc. se as Sereis se revela com a Vibração Lua/Netuno, os marinheiros se revelam com Netuno/Mercúrio ou Júpiter/Mercúrio.

Esses bem humorados senhores trabalham dando a impressão que estão ” Bêbados”, as vezes falam como se tivessem indagando e que gostam de tomar rum enquanto dão consulta às pessoas. Por isso é que se – deve doutriná-los e servir-lhes só o mínimo necessário para regularem seus magnetismos e permanecerem ” equilibrados” enquanto atendem as pessoas. Eles são ótimos para casos de doenças, para cortar demandas e para descarregar os locais de trabalhos espirituais, ensinando receitas bem formuladas e bem feitas.

Salve o povo da água!

20/08 – Gira Ciganos

O Povo Cigano na Umbanda

São entidades que há muito tempo trabalham na Umbanda, mas normalmente se manifestam sob domínio da linha do oriente, entre outras. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos, uma vez que os ciganos usam uma relação material, energética, elementar e natural, assim como o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente manipula esses elementos através de seu magnetismo espiritual.

Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, e outra coisa bem diferente são as Entidades de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho. Existe uma pequena semelhança somente no poder da Magia, mas suas atuações são bem diferentes pois as Entidades de Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.

Entre as legiões de Ciganos os nomes mais conhecidos são: Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros. Da mesma forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.

Os espíritos que se manifestam como Ciganos na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou para resolver nossos problemas a qualquer custo, mas é importante saber que eles dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e ,tanto quanto em qualquer outra linha de trabalho da Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’, que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível espiritual do médium para trabalhar com essa linha para que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.

Os Ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada Cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação. Uma das cores, a de vinculação vibracional, raramente se torna conhecida mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.

É muito comum os Ciganos usarem em seus trabalhos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes, baralho, espelho, dados, moedas, medalhas e até as próprias saias das ciganas, que são sempre muito coloridas, como grandes instrumentos magísticos de trabalho.

Os Ciganos são dotados de uma sabedoria esplendorosa, trabalham com lindos encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, escolhendo datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua.

Gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante música, dança, frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, com jarras de vinho tinto com um pouco de mel e ainda podemos fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal ou mel. Não podemos esquecer: flores silvestres, muitas rosas, velas de todas as cores e, se possível, incenso de lótus.

Adoram fogueiras onde dançam e cantam a noite toda, aproveitando do poder das salamandras para consumir todo o negativismo e acender a chama interna de cada Ser.

Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais.

Salve o Povo Cigano!

Símbolos Ciganos

TAÇA – simboliza união e receptividade. Qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão eterna.
CHAVE – simboliza as soluções. É usada para atrair boas soluções de problemas. O símbolo da chave, quando em trabalho, costuma atrair sucesso e riquezas.
ÂNCORA – simboliza segurança. É usado para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro e para se livrar de perdas materiais.
FERRADURA – simboliza energia e sorte. É usado para atrair energia positiva e boa sorte. A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta a má sorte.
LUA – simboliza a magia e os mistérios. A lua é usada geralmente pelas ciganas para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo, atentando-se sempre para as fases: nova, crescente, cheia e minguante. A lua cheia é o maior elo de ligação com o sagrado, sendo chamada de madrinha. As grandes festas sempre acontecem nas noites de lua cheia.
MOEDA – simboliza proteção e prosperidade. É usada contra energias negativas e para atrair dinheiro. A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada às riquezas materiais e espirituais, que são representadas pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual.
PUNHAL – simboliza a força, o poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo, além da roda. O punhal também é usado nas cerimônias ciganas de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos e em seguida os pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.
TREVO – simboliza a boa sorte. É o símbolo mais tradicional de boa sorte, traz felicidade e fortuna. É raro encontrar um trevo de quatro folhas na natureza, mas quando se encontra pode-se esperar sempre prosperidade.
RODA – simboliza o ciclo da vida. A Samsara representa o ir e vir, o circular, o passar por diversos estados, o ciclo da vida, morte e renascimento. É usada para atrair a grande consciência, a evolução, o equilíbrio, é o grande símbolo cigano e é representado pela roda dos vurdón que gira. Samsara (sânscrito) – Literalmente significa “viajando”, o ciclo de existências, uma sucessão de renascimentos que um ser segue através de vários modos de existências até que alcance a liberação. Vurdón (romanês ou romani – dialeto cigano) significa “carroção”.
CORUJA – simboliza “o ver totalmente”. É usado para ampliar a percepção com a sabedoria possibilitando ver a totalidade: o consciente e o inconsciente.

Próxima Gira 06/08/2016 – OGUM

Ogum é um poderoso Orixá, dono do ferro e do fogo. seu mês é Abril e seu dia 23, Ele é um guerreiro,um lutador que defende a lei e a ordem. Este Orixá abre os caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e proteger os mais fracos. Todas as lutas, as conquistas, as vitórias são presididas por Ogum.
Ele é a lei divina em ação, que pune e premia, mas não gosta de ser invocado em vão. É fácil invocar Ogum, mas controlar as suas ações é impossível.
O dia da semana consagrado a Ogum é a terça-feira, que coincide com o dia dedicado pelos romanos a Marte, o deus da guerra. Sempre ligado à força e ao poder, ele é o dirigente que não quer ter suas ordens desobedecidas. Ogum pode ser associado ao arcano IV do Taro: o Imperador; como esse arcano ele encarna a vontade firme aliada a força de execução, as energias fluindo para uma realização material. Ele protege seus domínios de forma consciente, seguro do poder que representa. Enfocado como arquétipo, Ogum contém elementos fortes e consistentes que o mantém como uma figura viva e atuante na esfera psíquica do homem.
O Físico e o Temperamento
O filho e a filha de Ogum são geralmente magros e altos (pode haver exceções). Apesar de ser um pouco tímido e discreto quase nunca passa despercebido.
O temperamento reflete o vigor físico do filho de Ogum: ele está sempre em atividade, é determinado e criador. O espírito de competição é evidente e a impaciência e as frustrações ao perder criam mais incentivo para ele seguir em frente.
Ele não reflete sobre os riscos de uma ação, pois é impetuoso e impulsivo e está sempre travando batalhas.
Sem o impulso e a coragem de Ogum a humanidade demoraria muito para alcançar o progresso; é ele o desbravador, aquele que abre o caminho para quem vem atrás. Moisés é uma personalidade típica de Ogum: a sua ira ao quebrar as tábuas da lei divina, a coragem para dirigir seu povo numa viagem para o desconhecido, o poder a ele atribuído de abrir caminhos são atributos de um homem de Ogum.
Como todo homem possui seus defeitos o filho de Ogum considera apenas o seu próprio ponto de vista, seguir metas que lhe são importantes sem considerar todos os que direta ou indiretamente estão envolvidos com ele.
Os desafios aguçam o espírito combativo de Ogum e o modo dele utilizar a sua força pode parecer, aos olhos de quem não o compreende bem, altivez e arrogância.
Qualquer forma de limite representa uma prisão para uma pessoa regida por Ogum. Ele precisa se enxergar livre para ir e vir á sua vontade, não consegue expandir sua alegria, força e energia em um ambiente restritivo e sempre igual. A novidade serve de estímulo à ação.
Com capacidade de liderar e coragem suficiente para enfrentar qualquer missão, consegue reunir a sua volta pessoas que colaboram com ele por prazer sentindo-se revitalizadas pelas qualidades magnéticas e energéticas dessa personalidade tão forte.
Sem aceitar palpites no que faz , ele é franco e rude ao impor a sua vontade aos seus subordinados. É capaz de castigar prontamente qualquer falha , mas seu perdão vem depressa e logo pede desculpas quando se excede no seu comportamento.
Gosta da verdade acima de tudo, nunca fala por trás de alguém, suas críticas são abertas, pois detesta dissimulação.
Amor e Casamento
Quem consegue cativar e manter junto a si um filho de Ogum tem o privilégio de saber que jamais será enganado. Nunca ouvirá desculpas esfarrapadas para explicar onde ele esteve ou o que fez. O filho de Ogum não mente, ele diz a verdade espera ser acreditado, qualquer duvida irá ofendê-lo.
Quando um filho de Ogum encontra uma pessoa de temperamento cordato, porém que possua opiniões fortes e próprias ele fica feliz. Se essa pessoa souber se manter equilibrada na difícil corda bamba que é agradar sem ceder, ela conseguirá manter o relacionamento vivo.O filho de Ogum não gosta de pessoas sem idéias próprias, vai querer para companheiro(a) alguém que as possua em quantidade, mas que também saiba expô-las de modo especial.

 Saúde

A saúde de um filho de Ogum é boa, ele é resistente e sua constituição forte evita as doenças. Os seus pontos fracos são as articulações, as dores de cabeça, as febres fortes.
Quando está doente o filho de Ogum não quer ficar em repouso, é muito trabalhoso convencê-lo a descansar e dar tempo ao seu corpo para se recuperar. Só fica na cama quando está verdadeiramente mal, aí então fala pouco e fica nervoso com a obrigação de parar para se refazer.
Seus problemas de saúde são mais para o tipo violento e repentino do que para doenças crônicas e demoradas.
As doenças nervosas como úlceras, esgotamentos e depressão são menos comuns, mas podem atingi-lo se ele cometer excessos de trabalho ou for mal sucedido em seus empreendimentos.

O Homem de Ogum

Ele é confiante ,entusiasmado, generoso,solidário, enérgico, ousado, ativo em seu lado positivo e pode também ser intolerante, violento, impulsivo, obstinado, egoísta e exigente em seu lado negativo.

A mulher de Ogum

Elas são  sinceras, encantadoras, vigorosas, corajosas, entusiasmadas, românticas que são qualidades que excedem seu lado negativo já que ela também pode ser mandona, irritada e impulsiva.

Homenagem a Iemanjá – 05/12/2015

O maior encontro anual de umbandistas foi aberto neste fim de semana em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, para homenagear a Orixá mais popular do Brasil, Iemanjá, a Rainha do Mar. Como tradição desde os anos 1960, adeptos da umbanda comemoram no dia 9 de dezembro, data antes dedicada a Oxum, o dia de Iemanjá.

Em meados da década de 1950, os primeiros umbandistas do Estado de São Paulo promoviam o “encontro das águas” em São Vicente com uma procissão das duas rainhas das águas. Com o passar dos anos, o aumento da população de São Vicente, também no litoral sul paulista, e à proximidade de uma área militar, os adeptos escolheram Praia Grande para manter a tradição de reunir as tendas para as comemorações.

O que poucas pessoas sabem é que os médiuns organizados pelo Primado da Umbanda homenagearam o espírito Caboclo Mirim batizando o bairro como Vila Mirim. Nos anos 1970, Iemanjá já era a Orixá mais popular do Brasil com várias imagens e músicas dedicadas à chamada Rainha do Mar.

Os fiéis da umbanda, religião tipicamente brasileira que tem preceitos do Kardecismo com a incorporação de entidades populares como Caboclo, Pretos Velhos, Marinheiros, Baianos, adoram os Orixás por sua “força natural”.

Muitos jovens participam das cerimônias de umbanda no litoral paulista. A sacerdotisa Domitilde Pedro, 60, que está na religião há 35 anos, explica que muitos jovens buscam carinho em seu templo. “Recebemos visitas de judeus, evangélicos e católicos que querem um conselho. Iemanjá é a mãe que representa esse amor” diz Mãe Domitilde.

Segundo Pai Alexandre Cumino, 42 sacerdote e professor, autor de vários livros sobre a umbanda, explica: “A umbanda é a religião essencialmente voltada para o bem, não fazemos nenhum mal para a sociedade, nosso princípio é a prática da caridade”. O líder religiosos que coordena um colégio de umbanda percebe que as casas que tem estudo tem recebido novos adeptos.

Leia mais…. (Fonte http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/12/1715754-umbanda-rejuvenesce-mas-mantem-a-tradicao-de-cultuar-iemanja-no-fim-de-ano.shtml)

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07/11/2015 – Pretos Velhos

Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS” .

Pai Cipriano

Para podermos entender um pouco melhor esta linha de trabalho tão importante dentro da Umbanda, vamos rever um pouco da história de como os negros chegaram a terras brasileiras.

As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma.

Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra e França.

Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os negros:

  • Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África.
  • Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e fazendo dos vencidos escravos.

No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII.

Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubás; geges; hauçá; minas e malês.

A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos, 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da população.

Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar.

Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos!

Em troca de seu trabalho os negros recebiam três “pês”: Pau,Pano e Pão.

E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários.

Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação.

A “macumba” era, e ainda é um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão.

A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana.

Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi (protegido de Ogum).

Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, do Ventre livre e, enfim, pela Lei Áurea.

A Legião de espíritos chamados “Preto-Velhos” foi formada no Brasil, devido a esse torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África.

Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir mesmo de maneira precária uma união representativa da língua, culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento de referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África.

Eles conseguiram preservar e até modificar, no sincretismo, sua cultura e sua religião.Idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego.

Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza.

Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais.

Mas a mente não envelhece, apenas amadurece.

Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada.

Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece. O ato final da peça que encarnamos no vale de lágrimas que é o planeta Terra é a morte.

Mas eles voltaram.

A sua missão não estava ainda cumprida.

Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual.

Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rituais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura.

Teriam que possuir a essência intrínseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.

Os Pretos-Velhos na Umbanda

São espíritos extremamente evoluídos, que se apresentam em um corpo fluídico de velhos africanos que viveram nas senzalas.

E com essa forma humilde evitam intimidar as pessoas que os procuram a fim de resolver problemas diversos.

Com este subterfúgio, conseguem maior proximidade com o consulente e ensinam como as pessoas podem aprender com os próprios erros e como fazer para avançar na escala espiritual.

Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade.

São um ponto de referência a todos que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz.

Não tem raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e tortura a que foram submetidos no passado.

Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da escravidão, pois, no processo cíclico da reencarnação, passaram por muitas vidas anteriores, foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados e outros.

Mas para ajudar aqueles que necessitam, escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporativa de Preto-Velho, assumindo essa forma com o objetivo de manter uma perfeita comunicação com aqueles que os procuram em busca de ajuda.

São os verdadeiros doutrinadores dentro da Umbanda, são mestres da sabedoria e humildade.

Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito.

Com seus cachimbos e sua fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam aqueles que necessitam independente de sua cor, idade, sexo ou religião.

São extremamente pacientes com seus filhos e como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de Karma e ensinar-lhes resignação, mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o ciclo da reencarnação, podem aliviar os sofrimentos do Karma e elevar o espírito para a Luz Divina, fazendo com que as pessoas entendam seus problemas e suas soluções dentro da Lei de Causa e Efeito.

Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente.

Quando a pessoa se fortalece e cresce, consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos, ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega.

Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo como encare seu destino e os acontecimentos de sua vida.

Por isso quando falar com um Preto-Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.

Para muitos os Pretos Velhos são conselheiros, mostrando a vida e seus caminhos, para outros são psicólogos, amigos, confidentes e mentores espirituais.

São também mandingueiros poderosos, com seu olhar perscrutador, sentado em seu banquinho fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de arruda, rezando com seu terço e aspergindo sua água fluidificada, demandam contra o baixo astral e suas baforadas são para a limpeza e harmonização das vibrações de seus médiuns e consulentes.

Conhecedores profundos da Magia Divina e manipulação das ervas, combatem as forças negativas (o mal), espíritos obssessores e kiumbas e auxiliados pelos Exus desfazem trabalhos.

Falanges

As falanges de Pretos Velhos se formaram de acordo com a região de onde vieram, como:

  • Congo
  • Aruanda
  • D’Angola
  • Guiné
  • Moçambique
  • Keto, e outros

Nomes

Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas.Voltemos ao passado, na época que cognominamos “A Idade das Trevas” no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto.

Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos.

Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não  há resistência, só a inteligência vence.

Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados.

As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes.

A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita.

A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D’Angola).

O termo “Velho”, “Vovô” e “Vovó” é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão.É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham.

No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho.

É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os “Psicólogos da Umbanda”.

Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:

Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João ,Pai Congo, Pai José D’Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai Serafim, Pai Firmino D’Angola, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Ana, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Benedita.

Obs: Normalmente os Pretos-Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais “velhos” do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tia).

Características Linha e Irradiação

Todos os pretos velhos se organizam na Umbanda em linha formada por eles mesmos; a linha de preto velho, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente.

Fios de Contas (Guias)

Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.

Roupas

Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco).

As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéu de palha.

Bebida

Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).

Dia da semana: Segunda-feira

Chakra atuante: básico ou sacro

Planeta regente: Saturno

Cor representativa: preto e branco;

Saudação: Cacurucaia (Deve sempre ser respondida com “Adorei as Almas”) 

Fumo: cachimbos ou cigarros de palha.Obs: Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.

Cozinha Ritualística

Tutu de feijão preto

Mingau das almas

É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com leite de coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça branca. É comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse mingau, antes de entregá-lo na natureza.

Bolinhos de Tapioca

Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de molho em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a inchar.

Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e passe-os em farinha de mesa crua.

Asse na grelha.

Colocar os bolinhos em prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura, fumo de rolo, etc.

Obs: Nas sessões festivas de Pretos-Velhos, é usual servir a tradicional feijoada completa, feita de feijão preto, miúdos e carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa.

Fontes de pesquisa:

  • Wiquipédia
  • Curso de Umbanda “Sociedade Espiritualista Mata Virgem”

19/09/ – Linha D’água

Para a limpeza de nossas almas.

A linha D’água, nas giras de Umbanda, geralmente se manifesta para purificar e energizar os filhos de santo e assistência.


A manifestação é rápida. Não falam, e em suas danças sempre se movimentam com gestos que representam seus domínios.


A incorporação de Yemanjá, é bastante serena, e sempre movimentam os braços lentamente como se estivessem abrindo caminho entre as ondas do mar.Ao contrário de Iansã, que como uma grande ventania é agitada e sempre movimenta os braços para cima, expulsando os eguns.


A linha d’água ainda traz Oxum e Nanã.
Oxum das cachoeiras e lagos, e Nanã Boruquê das águas lodosas e barrentas.
A linha d’água representa o ciclo da renovação. Essas entidades, como as águas, levam as energias negativas, e nos devolvem fôlego renovado e purificado.
Por isso, quando fizer alguma oferenda no mar, lembre-se: O mar leva, mas também trás, portanto se quiser receber flores, antes de mandá-las ao mar, tire os espinhos.

15/08/ – Gira Ogum


Ogum é um poderoso Orixá, dono do ferro e do fogo. Ele é um guerreiro,um lutador que defende a lei e a ordem. Este Orixá abre os caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e proteger os mais fracos. Todas as lutas, as conquistas, as vitórias são presididas por Ogum.

Ele é a lei divina em ação, que pune e premia, mas não gosta de ser invocado em vão. É fácil invocar Ogum, mas controlar as suas ações é impossível.

O dia da semana consagrado a Ogum é a terça-feira, que coincide com o dia dedicado pelos romanos a Marte, o deus da guerra. Sempre ligado à força e ao poder, ele é o dirigente que não quer ter suas ordens desobedecidas. Ogum pode ser associado ao arcano IV do Taro: o Imperador; como esse arcano ele encarna a vontade firme aliada a força de execução, as energias fluindo para uma realização material. Ele protege seus domínios de forma consciente, seguro do poder que representa. Enfocado como arquétipo, Ogum contém elementos fortes e consistentes que o mantém como uma figura viva e atuante na esfera psíquica do homem.

O Físico e o Temperamento

O filho e a filha de Ogum são geralmente magros e altos (pode haver exceções). Apesar de ser um pouco tímido e discreto quase nunca passa despercebido.

O temperamento reflete o vigor físico do filho de Ogum: ele está sempre em atividade, é determinado e criador. O espírito de competição é evidente e a impaciência e as frustrações ao perder criam mais incentivo para ele seguir em frente.

Ele não reflete sobre os riscos de uma ação, pois é impetuoso e impulsivo e está sempre travando batalhas.

Sem o impulso e a coragem de Ogum a humanidade demoraria muito para alcançar o progresso; é ele o desbravador, aquele que abre o caminho para quem vem atrás. Moisés é uma personalidade típica de Ogum: a sua ira ao quebrar as tábuas da lei divina, a coragem para dirigir seu povo numa viagem para o desconhecido, o poder a ele atribuído de abrir caminhos são atributos de um homem de Ogum.

Como todo homem possui seus defeitos o filho de Ogum considera apenas o seu próprio ponto de vista, seguir metas que lhe são importantes sem considerar todos os que direta ou indiretamente estão envolvidos com ele.

Os desafios aguçam o espírito combativo de Ogum e o modo dele utilizar a sua força pode parecer, aos olhos de quem não o compreende bem, altivez e arrogância.

Qualquer forma de limite representa uma prisão para uma pessoa regida por Ogum. Ele precisa se enxergar livre para ir e vir á sua vontade, não consegue expandir sua alegria, força e energia em um ambiente restritivo e sempre igual. A novidade serve de estímulo à ação.

Com capacidade de liderar e coragem suficiente para enfrentar qualquer missão, consegue reunir a sua volta pessoas que colaboram com ele por prazer sentindo-se revitalizadas pelas qualidades magnéticas e energéticas dessa personalidade tão forte.

Sem aceitar palpites no que faz , ele é franco e rude ao impor a sua vontade aos seus subordinados. É capaz de castigar prontamente qualquer falha , mas seu perdão vem depressa e logo pede desculpas quando se excede no seu comportamento.

Gosta da verdade acima de tudo, nunca fala por trás de alguém, suas críticas são abertas, pois detesta dissimulação.

Amor e Casamento

Quem consegue cativar e manter junto a si um filho de Ogum tem o privilégio de saber que jamais será enganado. Nunca ouvirá desculpas esfarrapadas para explicar onde ele esteve ou o que fez. O filho de Ogum não mente, ele diz a verdade espera ser acreditado, qualquer duvida irá ofendê-lo.

Quando um filho de Ogum encontra uma pessoa de temperamento cordato, porém que possua opiniões fortes e próprias ele fica feliz. Se essa pessoa souber se manter equilibrada na difícil corda bamba que é agradar sem ceder, ela conseguirá manter o relacionamento vivo.O filho de Ogum não gosta de pessoas sem idéias próprias, vai querer para companheiro(a) alguém que as possua em quantidade, mas que também saiba expô-las de modo especial.

Saúde

A saúde de um filho de Ogum é boa, ele é resistente e sua constituição forte evita as doenças. Os seus pontos fracos são as articulações, as dores de cabeça, as febres fortes.

Quando está doente o filho de Ogum não quer ficar em repouso, é muito trabalhoso convencê-lo a descansar e dar tempo ao seu corpo para se recuperar. Só fica na cama quando está verdadeiramente mal, aí então fala pouco e fica nervoso com a obrigação de parar para se refazer.

Seus problemas de saúde são mais para o tipo violento e repentino do que para doenças crônicas e demoradas.

As doenças nervosas como úlceras, esgotamentos e depressão são menos comuns, mas podem atingi-lo se ele cometer excessos de trabalho ou for mal sucedido em seus empreendimentos.

O Homem de Ogum

Ele é confiante ,entusiasmado, generoso,solidário, enérgico, ousado, ativo em seu lado positivo e pode também ser intolerante, violento, impulsivo, obstinado, egoísta e exigente em seu lado negativo.

A mulher de Ogum

Elas são  sinceras, encantadoras, vigorosas, corajosas, entusiasmadas, românticas que são qualidades que excedem seu lado negativo já que ela também pode ser mandona, irritada e impulsiva.