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Arquivos do Autor: Douglas Barrios

Entidades

As Entidades que trabalham na Umbanda se apresentam em dois graus hierárquicos, a saber:

– Guias (que podem ou não ser chefes de falange ou de legião)
– Protetores.

Os Guias podem se apresentar com vários corpos de ilusão. Corpo de ilusão é a forma plasmada pela entidade para se manifestar. Por exemplo, uma entidade que se manifesta na Umbanda com o nome de Pai Benedito, pode se manifestar no Kardecismo, por exemplo, com o nome de Dr. Fulano de Tal, e assim por diante.

Os guias são entidades que estão encerrando praticamente seus compromissos cármicos (podem ter ainda algum resíduo de carma – muitos já o são o que chamamos de Nyrmanacayas, isto é, entidades que já esgotaram quase que totalmente seus carmas). A maioria destas entidades são incorporantes.

Os protetores são entidades que ainda tem pela frente de 2 a 4 reencarnações, podendo se apresentar em apenas um único corpo de ilusão.

Entidades que trabalham na Umbanda:
• Caboclos
• Pretos Velhos
• Crianças
• Baianos
• Boiadeiros
• Marinheiros
• Ciganos
• Exus

Prece de São Jorge

Chagas abertas sagrado coração todo amor e bondade, o sangue de meu Senhor Jesus Cristo no meu corpo se derrame hoje e sempre.

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem a meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão.

Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua divina graça , a Virgem Maria de Nazaré me com seu sagrado manto protegendo-me em todas as minhas dores e aflições.

E Deus com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos, e o Glorioso São Jorge, em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré, em nome da falange do Divino Espírito Santo, estenda-me seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com sua força e com grande poder; dos inimigos carnais e espirituais e de todas as suas más influências, e que debaixo das patas do seu fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e submissos a Vós, sem se atreverem a ter um olhar sequer que possa me prejudicar. Assim seja com o poder de Deus e de Jesus, e da Falange do Divino Espírito Santo. Amém.

Prece de Cáritas

Deus, nosso Pai, que sois todo poder e bondade, daí força àquele que passa pela provação, daí a luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus!Daí ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai! Daí ao culpado o arrependimento, ao Espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.
Senhor! Vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.
Piedade, Senhor, para aqueles que vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem.

Que a vossa bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.
Deus! Um raio, uma faísca de vosso amor pode abrasar a terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.

Um só coração, um só pensamento, subirá até vós, como um grito de reconhecimento e amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com os braços abertos, oh! Bondade, oh! Beleza, oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte alcançar a vossa misericórdia.

Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina imagem.

LISTA DE LIVROS SOBRE UMBANDA

Amigo leitor,

Aproveitando que dois importantes livros trataram, recentemente, sobre o tema literatura umbandista, resolvemos disponibilizar uma lista com o nome de alguns livros que tratam sobre a Umbanda, sob os mais diversos pontos de vista, organizada por ordem alfabética do nome do autor.

O objetivo aqui é dar uma ideia, principalmente para o pessoal mais novo na religião, de que muito já foi escrito sobre a Umbanda, apesar de muitos umbandistas não terem o hábito da leitura.

Ao final da listagem, aproveitei para tecer alguns comentários sobre alguns livros aqui abordados.

Um grande abraço.

 

Autor Ano Livro
Ab’d’ Ruanda ? Ley de Umbanda
Ab’d’ Ruanda 1954 Umbanda (catecismo)
Abguar Bastos 1979 Os cultos mágico-religiosos no Brasil
Alberto Marsicano e Lurdes de Campos Vieira 2009 A Linha do Oriente na Umbanda
Alexandre Cumino 2004 Deus, deuses, divindades e anjos
Alfredo de Alcântara 1949 Umbanda em julgamento
Altair Pinto ? Breviário do umbandistas
Altair Pinto ? Dicionário da Umbanda
Aluízio Fontenele 1950 A Umbanda através dos séculos
Aluízio Fontenele 1951 Exu
Aluízio Fontenele 1952 O Espiritismo no conceito das religiões e a lei de Umbanda
Antônio Alves Teixeira Neto 1953 Conhecimentos indispensáveis aos médiuns espíritas (dois opúsculos doutrinários)
Antônio Alves Teixeira Neto 1957 Umbandismo
Antônio Alves Teixeira Neto 1966 Como desmanchar trabalhos de Quimbanda – Volume I
Antônio Alves Teixeira Neto 1966 Pomba-Gira (as duas faces da Umbanda)
Antônio Alves Teixeira Neto 1966 Umbanda dos Pretos-Velhos
Antônio Alves Teixeira Neto 1967 Como desmanchar trabalhos de Quimbanda – Volume II
Antônio Alves Teixeira Neto 1967 O livro dos Exus (Kiumbas e Eguns)
Antônio Alves Teixeira Neto 1967 O livro dos médiuns de Umbanda
Antônio Alves Teixeira Neto 1967 Oxalá
Antônio Alves Teixeira Neto 1967 Oxóssi
Antônio Alves Teixeira Neto 1969 Ogum, o Orixá guerreiro
Antônio Alves Teixeira Neto 1969 Umbanda através dos astros
Antônio Alves Teixeira Neto 1969 Umbanda e suas engiras: umbandismo
Antônio Alves Teixeira Neto 1970 Despachos e oferendas na Umbanda
Antônio Alves Teixeira Neto 1972 A magia e os encantos da Pomba-Gira
Antônio Alves Teixeira Neto 1972 Obaluaê, Omulu (vida e morte)
Antônio Alves Teixeira Neto 1972 Omulu: o médico dos pobres
Antônio Alves Teixeira Neto 1972 Umbanda e Quimbanda
Antônio Alves Teixeira Neto 1973 O rosário do Preto-Velho
Antônio Alves Teixeira Neto 1975 Curas, mandingas e feitiços de Pretos-Velhos
Antônio Alves Teixeira Neto 1983 Saravá Tranca-Ruas
Antônio Alves Teixeira Neto e Luiz Léo Sampaio 1968 Nossos Pretos-Velhos
Antônio Alves Teixeira Neto e Nancy de Oliveira Lopes 1975 Preto-Velho e seus feitiços
Antônio Eliezer Leal de Souza 1925 No mundo dos espíritos
Antônio Eliezer Leal de Souza 1933 O Espiritismo, a magia e as sete linhas de Umbanda
Armando Cavalcanti Bandeira 1961 Umbanda, Evolução Histórico-Religiosa
Armando Cavalcanti Bandeira 1970 O que é Umbanda
Átila Nunes ? Antologia de Umbanda
Babá Oxê Xangô das Pedrinhas 2005 Mixórdia Espiritual
Benedito Ramos ? Ritual de Umbanda
Benjamim Gonçalves Figueiredo ? Okê caboclo
Bennto de Lima 1997 Malungo: Decodificação da Umbanda
Brasão de Freitas ? Cultura umbandística
Byron Tôrres de Freitas ? Na gira da Umbanda e das Almas
C.F. Urubathan ? Alquimia de Umbanda
Caio de Omulu 2002 Umbanda Omolocô: liturgia, rito e convergência (a visão de um adepto)
Cândido Emanuel Félix 1965 A cartilha da Umbanda
Cândido Procópio Ferreira de Camargo 1961 Kardecismo e Umbanda: uma interpretação sociológica
Carlos Eugênio Líbano 2000 Umbanda, Religião Brasileira
Celso Alves Rosa (Decelso) ? Umbanda para todos
Celso Alves Rosa (Decelso) 1970 Umbanda de caboclos
Conceição da Oxum 1993 O livro encantado da Cigana
Dalva da Oxum 1992 Os senhores dos caminhos: Exu, Ogum, Oxóssi
Dandara e Zeca Ligiéro ? Iniciação à Umbanda
Diamantino Fernandes Trindade 1991 Umbanda e sua história
Diamantino Fernandes Trindade 1993 Umbanda: um ensaio de ecletismo
Diamantino Fernandes Trindade 2009 Leal de Souza: o primeiro escritor da Umbanda
Diamantino Fernandes Trindade 2009 Manual do médium de Umbanda
Diamantino Fernandes Trindade 2009 Umbanda brasileira: um século de história
Diamantino Fernandes Trindade e Edison Cardoso 1989 A Umbanda na sua vida diária
Diamantino Fernandes Trindade, Wagner Veneziani Costa e Ronaldo Antonio Linares 2008 Os Orixás na Umbanda e no Candomblé
Diana Brown 1985 Uma história da Umbanda no Rio. In: Umbanda e Política
Domingos Rivas Miranda Neto ? A Umbanda ao alcance dos jovens
Edson Orphanke 1990 A Umbanda às suas ordens
Edyr Rosa Guimarães e Almir S. M. Lima 1982 Universidade da Umbanda
Emanuel Zespo 1941 O que é Umbanda
Emanuel Zespo ? Codificação da Lei de Umbanda – Parte Cientifica e Parte Prática
Epaminondas de Oliveira 1996 Aumbhandan: o elo de volta ao Supremo
Etienne Sales de Oliveira 2007 Umbanda de Preto-Velho: a tradição popular de uma religião
Federação Espírita de Umbanda 1942 Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda
Fernando M. Guimarães 2004 Grifos do passado
Florisbela Maria de Souza ? Obras psicografadas
Florisbela Maria de Souza 1949 Umbanda: caboclos, pretos, crianças, sereias
Florisbela Maria de Souza 1958 Umbanda para os médiuns
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João de Freitas 1970 Exu na Umbanda
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João Sebastião das Chagas Varella 1972 Cozinha de santo (culinária de Umbanda e Candomblé)
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João Varela ? Ervas sagradas na Umbanda
João Varela ? Manual do filho de santo
João Varela ? Orixá e obrigações
Joãozinho Sete Pedreiras 1994 Noções elementares de Umbanda
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José Henrique Motta de Oliveira 2008 Das Macumbas à Umbanda
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Marco Boeing 2008 Histórias que a Umbanda nos conta
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Norberto Peixoto e Ramatís (espírito) 2008 Umbanda pés no chão
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Norberto Peixoto, Ramatís (espírito) e Babajiananda (espírito) 2005 Vozes de Aruanda
Norberto Peixoto, Ramatís (espírito) e Vovó Maria Conga (espírito) 2003 Evolução no planeta azul
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Ogossi Nabeji ? Ogum, Xangô
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Oliveira Magno 1950 Umbanda Esotérica e Iniciática
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Oliveira Magno 1952 Umbanda e ocultismo
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Oswaldo C. Oliveira ? A nova Umbanda
Patrícia Birman 1985 O que é Umbanda
Paula Montero 1985 Da doença à desordem: a magia na Umbanda
Paulo Gomes ? Umbanda sagrada e divina
Paulo Newton de Almeida 2003 Umbanda: à caminho da luz
Pompílio Possera de Eufrazio ? Catecismo do umbandista
Raimundo Cintra 1985 Candomblé e Umbanda: o desafio brasileiro
Raul Giovanni da Motta e Wani F. Lody Pereira 1994 Introdução ao Xangô, Umbanda e Mestria da Jurema na cidade de Natal (RN)
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Roger Feraudy 1986 Umbanda, essa desconhecida
Rogério d´Avila e Maurício Omena ? Umbanda e seus graus iniciáticos
Ronaldo Antonio Linares e Diamantino Fernandes Trindade ? A Umbanda na sua vida diária
Ronaldo Antonio Linares e Diamantino Fernandes Trindade 1987 Iemanjá e Ogum
Ronaldo Antonio Linares e Diamantino Fernandes Trindade 1987 Nanã Buruquê e Abaluaiê
Ronaldo Antonio Linares e Diamantino Fernandes Trindade 1987 Oxum e Oxosse
Ronaldo Antonio Linares e Diamantino Fernandes Trindade 1987 Xangô e Inhaçã
Ronaldo Antonio Linares e Diamantino Fernandes Trindade 1988 Cosme/Damião e Oxalá
Ronaldo Antonio Linares, Diamantino Fernandes Trindade e Wagner Veneziani Costa 1986 Iniciação à Umbanda
Rubens Saraceni ? A evolução dos espíritos
Rubens Saraceni ? A lenda do sabre dourado
Rubens Saraceni ? A magia divina das sete pedras sagradas
Rubens Saraceni ? A magia divina dos elementais
Rubens Saraceni ? A magia divina dos sete símbolos sagrados
Rubens Saraceni ? A tradição comenta a evolução
Rubens Saraceni ? As sete linhas de evolução
Rubens Saraceni ? As sete linhas de Umbanda: a religião dos mistérios
Rubens Saraceni ? Código de Umbanda
Rubens Saraceni ? Diálogo com um executor
Rubens Saraceni ? Formulário de consagrações umbandistas: livro de fundamentos
Rubens Saraceni ? Lendas da criação: a saga dos Orixás
Rubens Saraceni ? O ancestral místico
Rubens Saraceni ? O código da escrita mágica simbólica
Rubens Saraceni ? O guardião da meia noite
Rubens Saraceni ? O guardião da pedra de fogo: as esferas positivas e negativas
Rubens Saraceni ? O guardião das sete portas
Rubens Saraceni ? O guardião dos caminhos: a história do senhor Guardião Tranca-Ruas
Rubens Saraceni ? Orixá Exu Mirim
Rubens Saraceni ? Orixá Exu: fundamentação do mistério Exu na Umbanda
Rubens Saraceni ? Orixá Pombagira
Rubens Saraceni ? Orixás: teogonia de Umbanda
Rubens Saraceni ? Os arquétipos da Umbanda: as hierarquias espirituais dos Orixás
Rubens Saraceni e Mestre Xaman 2003 Os Decanos: Os Fundadores, Mestres e Pioneiros da Umbanda
Rubens Saraceni ? Os guardiões dos sete portais: Hash-Meir e o Guardião das Sete Portas
Rubens Saraceni ? Rituais umbandistas: oferendas, firmezas e assentamentos
Rubens Saraceni ? Umbanda Sagrada: religião, ciência, magia e mistérios
Rubens Saraceni 1990 O cavaleiro da estrela guia: o início da saga
Rubens Saraceni 1991 Hash-Meir: o guardião dos sete portais de luz
Samuel Ponze 1954 Lições de Umbanda
Sandro da Costa Mattos ? O livro básico dos Ogans
Sílvio da Costa Mattos ? O arraial dos penitentes
Sílvio L. R. Garcez (Aramaty) 2001 Teologia umbandista: cosmologia e física de alta energia
Sylvio Pereira Maciel 1950 Alquimia de Umbanda: o poder vibratório
Sylvio Pereira Maciel 1950 Umbanda Mista
Sylvio Pereira Maciel 1974 Irradiação universal de Umbanda
Tancredo da Silva Pinto ? A origem de Umbanda
Tancredo da Silva Pinto ? Fundamentos da Umbanda
Tancredo da Silva Pinto e Byron Tôrres de Freitas ? As mirongas da Umbanda
Tancredo da Silva Pinto e Byron Tôrres de Freitas ? Camba de Umbanda
Tancredo da Silva Pinto e Byron Tôrres de Freitas 1951 Doutrina e ritual de Umbanda
Tancredo da Silva Pinto e Byron Tôrres de Freitas 1955 As impressionantes cerimônias da Umbanda
Tancredo da Silva Pinto e Byron Tôrres de Freitas 1972 Umbanda: guia e ritual para organização de terreiros
Tancredo da Silva Pinto e Gerson Ignez de Souza 1972 Tecnologia ocultista de Umbanda no Brasil
Tancredo da Silva Pinto e vários autores 1971 Cabala Umbandista (volume I)
Telma Pechman 1982 Umbanda e política no Rio de Janeiro. In: Religião e Sociedade
Vagner Gonçalves da Silva 2000 Candomblé e Umbanda
Vários autores 1944 O culto de Umbanda em face da lei
Vicente Paulo de Deus e Mário Azevedo (espírito) 2002 Mediunidade: um mergulho no mundo oculto dos terreiros
Waldemar Bento ? A magia no Brasil
William Carmo de Oliveira (Obashanan) 2001 Teologia umbandista: do movimento à convergência
Wilson T. Rivas (Ytaçuan) ? Oxóssi 7 Flechas
Wilson T. Rivas (Ytaçuan) 1994 Umbanda é luz
Woodrow Wilson da Matta e Silva (Yapacani) ? Lições de Umbanda e Quimbanda na palavra de um Preto-Velho
Woodrow Wilson da Matta e Silva (Yapacani) ? Mistérios e práticas da lei de Umbanda
Woodrow Wilson da Matta e Silva (Yapacani) ? Segredos da magia de Umbanda e Quimbanda
Woodrow Wilson da Matta e Silva (Yapacani) ? Umbanda e o poder da mediunidade
Woodrow Wilson da Matta e Silva (Yapacani) ? Umbanda: sua eterna doutrina
Woodrow Wilson da Matta e Silva (Yapacani) 1956 Umbanda de todos nós
Woodrow Wilson da Matta e Silva (Yapacani) 1967 Doutrina secreta da Umbanda
Woodrow Wilson da Matta e Silva (Yapacani) 1969 Umbanda do Brasil
Woodrow Wilson da Matta e Silva (Yapacani) 1975 Macumbas e Candomblés na Umbanda
Yoshiaki Furuya 1994 Umbandização dos cultos populares na Amazônia: a integração do Brasil? In: Possessão e Procissão: religiosidade popular no Brasil
Yvone Maggie 1977 Guerra de Orixá: um estudo de ritual e conflito
Zaydan Alkmin ? Zé Pelintra: dono da noite, rei da magia
Zora A. O. Seljan 1973 Iemanjá: mãe dos Orixás

UM PRESENTE

Muitos dias sem publicar, estava com outros afazeres, mas hoje li um texto do nosso amigo Marco Andrade que pode muito ser lido em homenagem aos nossos Orixás, além disso publicamos também o vídeo do último festival – Tributo ao seu Tiriri, que aconteceu na casa de Pai Armando de Oxossi. 

Leiam, assistam e reflitam sobre as palavras deixadas por Marco Andrade. 

Quem?

 

Esquece o silencio que te assombra e te entrega ao disparate de ser livre;
Voa alto e sonha como virgem triste em ser amada;
Navega por teu ímpeto desejo, e, então, entregue-se no mais longo beijo…..na suavidez da vida que quer te beijar;
Retorna só então à tua maratona. Segue teus dias tao comuns, e não te faz austero…
Amável e doce em tua caminhada, refaz tua jornada, e , até quem mesmo eras, já não vais lembrar.
Quem me dera ser o véu dourado que cobre teus olhos;
O cobre molhado que tinge teu olhar;
O suor que umedece o corpo vestido e escorre pelo corpo nu;
O espelho que revela a idade, a língua que exibe a maldade… A volta, o recomeço, quem me dera ser.
Ser sua fantasia, te encontrar, te excitar;
Sem melancolia te fazer gozar.
Quem me dera amar do teu jeito; me esbaldar no teu peito, sem querer casar…
O ouro dos teus cabelos, o cobre dos teus olhos, a imagem do teu espelho, a saliva da tua língua…teu gozo, ou um pouco de ti…
Quem me dera ser, pra eu, enfim, existir. 

TIPOS DE OGÃS

A palavra “Ogã” significa originalmente “aquele que bate, toca e canta”. Entretanto, com o passar dos tempos, torna-se cada vez mais difícil achar um Ogã que ao mesmo tempo “bata” corretamente para todas as vibrações e igualmente cante. Então surgiram as denominações:

  • Ogã de canto – aquele que só emite as curimbas;
  • Ogã de atabaque – aquele que “bate” em busca das vibrações;
  • Ogã de caboclo – embora já não seja mais realizada, a preparação do Ogã de caboclo refere-se a uma segurança muito importante para aqueles que, pelo toque dos atabaques, atraem as diversas falanges.

ATRIBUIÇÕES DO OGÃ

 

  • preparar o atabaque;
  • cuidar do atabaque;
  • puxar todas as curimbas do terreiro, mediante a orientação do Babalorixá.  O Ogã precisa ser feito no santo para saber diferenciar os toques próprios de cada Orixá e falange;
  • conhecer os pontos da gira mediante a orientação do Babalorixá;
  • preparar novos Ogãs, ensinando-lhes o uso e o trato dos atabaques.

GIRA 07/12/2013

Dia 7 de Dezembro, Gira de Exú e Pomba Gira, e as entregas da Champagne pela nossa querida entidade
Maria Padília.

 Os Exus

Muito se fala a respeito dos Exus, mas pouco se entende. Tendo isto em vista, vamos tentar colocar em palavras mais simples a respeito dos mesmos.
 
Exus são espíritos que já encarnaram na terra.  Na sua maioria, tiveram em encarnações anteriores cometidos vários crimes ou viveram de modo a prejudicar seriamente sua evolução espiritual, sendo assim estes espíritos optaram por prosseguir sua evolução espiritual através da prática da caridade,  incorporando nos terreiros de Umbanda.
 
 
São muito amigos, quando tratados com respeito e carinho, são desconfiados mas gostam de ser presenteados e sempre lembrados. Estes espíritos, assim como os Preto-velhos, crianças e caboclos, são servidores dos Orixás. 
 
Apesar das imagens de Exus, fazerem referência ao “Diabo” medieval (herança do Sincretismo religioso), eles não devem ser associados a prática do “Mal”, pois como são servidores dos Orixás, todos tem funções específicas e seguem as ordens que lhe são passadas.  Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: a abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos perturbadores durante a gira ou obrigações.   
 
Desta forma estes espíritos não trabalham somente durante a “gira de Exus” dando consultas, onde resolvem problemas de emprego, pessoal, demanda e  etc. de seus consulentes.  Mas também durante as outras giras (Caboclos, Preto-velhosCiganos, Baianos, etc), protegendo o terreiro  e os médiuns, para que a caridade possa ser praticada.
 
Exú é Mau?
Muitos acreditam que nossos amigos Exus são demônios, maus, ruins, perversos, que bebem sangue e se regozijam com as desgraças que podem provocar.
 
Exú é neutro, quem faz o mal são os médiuns que utilizam os Exús para fazerem trabalhos que prejudiquem outras pessoas.
Na verdade o mal ou o bem, como já afirmamos é produto da vontade e da evolução do próprio homem e Exu esta acima do bem e do mal, sentimentos esses pertencentes a evolução humana.
 
Os negros africanos em suas danças nas senzalas, nas quais os brancos achavam que eram a forma deles saudarem os santos, incorporavam alguns Exus, com seu brado e jeito maroto e extrovertido, assustavam os brancos que se afastavam ou agrediam os médiuns dizendo que eles estavam possuídos por demônios.
 
Com o passar do tempo, os brancos tomaram conhecimento dos sacrifícios que os negros ofereciam a Exu, o que reafirmou sua hipótese de que essa forma de incorporação era devido a demônios.
As cores de Exu, também reafirmaram os medos e fascinação que rondavam as pessoas mais sensíveis.
 
De um texto extraído do livro “ O Guardião da Meia- Noite” podemos ter uma idéia de quem é Exú:
 
“Não derrubo quem não merece, nem elevo quem não fizer por merecer.
Não traio ninguém, mas não deixo de castigar um traidor.
Não castigo um inocente, mas não perdôo um culpado.
Não dou a um devedor, mas não tiro de um credor.
Não salvo a quem quer perder-se, mas não ponho a perder quem quer salvar-se.
Não ajudo a morrer quem quer viver, mas não deixo vivo quem quer matar-se.
Não tomo de quem achar, mas não devolvo a quem perder.
Não pego o poder do Senhor da Luz, mas não recuso o poder do Senhor das Trevas.
Não induzo ninguém a abandonar o caminho da Lei, mas não culpo quem dele se afastar.
Não ajudo quem não quer ser ajudado, mas não nego ajuda a quem merecer. Sirvo à Luz. Mas também sirvo às Trevas.
No meu reino eu mando e sei me comportar.
Não peço o impossível, mas dou o possível. Nem tudo que me pedem eu dou, mas nem tudo que dou é porque me pediram. Só respeito a Lei do Grande da Luz e das Trevas e nada mais.
Mas Então Quem É Exu?
 
Exu, termo originário do idioma Yorubá, da Nigéria, na África, divindade afro e que representa o vigor, a energia que gira em espiral.
 
No Brasil, os Senhores conhecidos como Exus, por atuarem no mistério cuja energia prevalente é Exu, e tanto assim, em todo o resto do mundo são os verdadeiros Guardiões das pilastras da criação. Preservando e atuando dentro do mistério Exu.
Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.
Verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos humanos caídos representam e são o braço armado e a espada divina do Criador nas Trevas, combatendo o mal e responsáveis pela estabilidade astral na escuridão. Senhores do plano negativo atuam dentro de seus mistérios regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.
Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando os espíritos obsessores e os trevosos, e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.
Seu dia é a Segunda-feira, seu patrono é Santo Antônio, em cuja data comemorativa tem também sua comemoração. Sua roupa, quando lhe é permitido usá-la tem as cores preta e vermelha, podendo também ser preta e branca, ou conter outras cores, dependendo da irradiação a qual correspondem. Completa a vestimenta o uso de cartolas (ou chapéus diversos), capas, véus, e até mesmo bengalas e punhais em alguns casos.
 
A roupagem fluídica dos Exus varia de acordo com o seu grau evolutivo, função, missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras.
 
É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em centros espíritas, podem aparecer como “guardas”. Em caravanas espirituais, como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de maneira fina: com ternos, chapéus, etc.
Eles têm grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres horrendos, animais grotescos, etc.
 
Às vezes temido, às vezes amado, mas sempre alegre, honesto e combatente da maldade no mundo, assim é Exu.
Algumas palavras sobre os exus:
 
· Tem palavra e a honram; · Buscam evoluir; · Por sua função cármica de Guardião, sofrem com os constantes choques energéticos a que estão expostos;  ·Afastam-se daqueles que atrasam a sua evolução; · Estas Entidades mostram-se sempre justas, dificilmente demonstrando emotividade, dando-nos a impressão de serem mais “Duras” que as demais Entidades; ·  São caridosas e trabalham nas suas consultas, mais com os assuntos Terra a Terra; ·  Sempre estão nos lugares mais perigosos para a Alma Humana;
 
“Pela Misericórdia de DEUS, que me permitiu a convivência com essas Entidades desde a adolescência, através dos mais diferentes filhos de fé, de diferentes terreiros, aprendi a reconhecê-los e dar-lhes o justo valor. Durante todos estes anos, dos EXÚS, POMBO-GIRAS e MIRINS recebi apenas o Bem, o Amor, a Alegria, a Proteção, o Desbloqueio emocional, além de muitas e muitas verdadeiras aulas de aprendizado variado. Esclareceram-me, afastando-me gradualmente da ILUSÃO DO PODER. Nunca me pediram nada em troca.  Apenas exigiram meu próprio esforço. Mostraram-me os perigos e ensinaram-me a reconhecer a falsidade, a ignorância e as fraquezas humanas.  Torno a repetir, jamais pediram algo para si próprios.   Só recebi e só vi neles o Bem.”  –  
 
Testemunho de um Pai-de-Santo.   
Método e Atuação dos Exus
 
A maneira dos Exus atuarem, às vezes nos choca, pois achamos que eles devem ser caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas no mal? Os exus usam as ferramentas que sabem usar: a força, o medo, as magias, as capturas, etc.
 
Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem “amor”, mas eles sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue às trevas.
 
 
Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não impedem aqueles que querem “cair” nas trevas. Quando a Lei deve ser executada, Eles a executam da melhor maneira possível doa a quem doer.
 
 
Os exus, como executores da Lei e do Karma, esgotam os vícios humanos, de maneira intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, como se fosse a picada de uma cobra venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, são combatidos com eles mesmos. Um exemplo, para ilustrar:
Uma pessoa quando está desequilibrada no campo da fé, precisa de um tratamento de choque. Normalmente ela, após muitas quedas, recorre a uma religião e torna-se fanática, ou seja, ela esgota o seu desequilíbrio, com outro desequilíbrio: a falta de fé com o fanatismo. Parece um paradoxo? Sim, parece, mas é extremamente necessário.
Outro exemplo é o vicio as drogas, onde é preciso de algo maior para esgotar este vicio: ou a prisão, a morte, uma doença, etc.
A Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque remove um espírito do mau caminho. E são os exus que aplicam o antídoto para os diversos venenos.
Os Exus estão ligados de maneira intensiva com os assuntos terra-a-terra (dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando a Lei permite, Eles atendem aos diversos pedidos materiais dos encarnados.
 
Existem algumas coisas com as quais um guia da direita (caboclo, preto-velho) não lida, mas quando se pede a um Exu, ele vai até essa sujeira, entra e tira a pessoa do apuro.
 
Se tiver alguém para te assaltar ou te matar, os Exus te ajudam a se livrar de tais problemas, desviando o bandido do seu caminho, da mesma forma a Pomba-Gira, não rouba homem ou traz mulher para ninguém, são espíritos que conhecem o coração e os sentimentos dos seres humanos e podem ajudar a resolver problemas conjugais e sentimentais.
Para finalizar, se você vier pedir a um Exú de Lei  para prejudicar alguém, pode estar certo que você será o primeiro a levar a execução da Justiça. Mas, se você não estiver em um templo sério, e a entidade travestida ou disfarçada de Exú aceitar o seu pedido… Bom, quando esta vida terminar, e você for para o outro lado… Você será apenas cobrado!    
As Pombo-Giras 
O termo Pombo-Gira é corruptela do termo “Bombogira” que significa em Nagô, Exu. A origem do termo Pomba-Gira, também é encontrada na história.No passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem iônica. A primeira guardava a tradição e seus puros conhecimentos. Já a iônica tinha-os totalmente deturpados. O símbolo desta ordem era uma pomba-vermelha, a pomba de Yona. Como estes contribuíram para a deturpação da tradição e foi uma ordem formada em sua maioria por mulheres, daí a associação.
 
Se Exu já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pomba-Gira? Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. Que Pomba-Gira é mulher de Sete Exus! As distorções e preconceitos são características dos seres humanos, quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os.
Pombo-Gira é um Exu Feminino, na verdade, dos Sete Exus Chefes de Legião, apenas um Exu é feminino, ou seja, ocorreu uma inversão destes conceitos, dizendo que a Pombo-gira é mulher de Sete Exus e, por isso, prostituta.É claro que em alguns casos, podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação tivesse sido uma prostituta, mas, isso não significa que as pombo-giras tenham sido todas prostitutas e que assim agem.
 
A função das pombo-giras, está relacionada à sensualidade. Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam as destruições.
 
A sensualidade desenfreada é um dos “sete pecados capitais” que destroem o homem: a volúpia. Este vicio é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombo-giras não atuassem neste campo emocional.
As pombo-giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como qualquer exu, executoras da Lei e do Karma. São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a maioria das más intenções.
 
Devemos conhecer cada vez mais o trabalho dos guardiões, pois eles estão do lado da Lei e não contra ela. Vamos encará-los de maneira racional e não como bichos-papões. Eles estão sempre dispostos ao esclarecimento. Através de uma conversa franca, honesta e respeitosa, podemos aprender muito com eles.   
Exu-Mirim
 
Na religião de Umbanda existe uma linha muito pouco comentada e compreendida, sendo por isso mesmo muitas vezes deixada “de lado” dentro dos centros e terreiros. É a linha de Exu Mirim.
 
Tabu dentro da religião, muitos poucos trabalham com essas entidades tão controvertidas e misteriosas, chegando ao ponto de, em muitos lugares, duvidar – se muito da existência deles. Na verdade, Exu Mirim é mais uma linha de esquerda dentro do ritual de Umbanda, trabalhando junto com Exu e Pomba-gira para a proteção e sustentação dos trabalhos da casa. Não aceitar Exu Mirim é proceder como em casas que não aceita – se Exu e Pomba-gira, mas que a partir do astral e sem que ninguém perceba, recebem a sua proteção. Afinal, “se sem Exu não se faz nada, sem Exu Mirim menos ainda”.
 
O Exu–Mirim nos traz situações e “complicações” para que estimulados possamos vencer essas situações e evoluirmos como espíritos humanos.
Dentro da Umbanda não acessamos nem cultuamos diretamente o Orixá – Mistério Exu, mas sim o ativamos através de sua linha de trabalho formada por espíritos humanos assentados a esquerda dos Orixás. Também assim fazemos com o mistério Exu–Mirim, pois o acessamos através da linha de trabalho Exu–Mirim, formada por espíritos ligados a essa divindade regente.
 
Apesar de serem bem “agitados”, sua manifestação deve estar sempre dentro do bom – senso, afinal dentro de uma casa de luz, uma verdadeira casa de Umbanda, eles sempre manifestam – se para a prática do bem sobre comando direto dos Exus e Pombagiras guardiões da casa.
 
Podemos dizer que os Exus e Pombagiras estão para os Exus – Mirins como os Pretos – velhos estão para as crianças da Linha de Cosme e Damião.
Trazem nomes simbólicos análogos aos dos “Exus – adultos”, demonstrando seu campo de atuação, energias, forças e Orixás a quem respondem. Assim, temos Exus – Mirins ligados ao Campo Santo: Caveirinha, Covinha, Calunguinha, Porteirinha, ligados ao fogo: Pimentinha, Labareda, Faísca, Malagueta, ligados à água: Lodinho, Ondinha, Prainha, entre muitos e muitos outros, chegando ao ponto de termos Exus – Mirins atuando em cada uma das Sete Linhas de Umbanda.
Quando respeitados, bem direcionados e doutrinados pelos Exus e Pombagiras da casa, tornam – se ótimos trabalhadores, realizando trabalhos magníficos de limpeza astral, cura, quebras de demandas, etc. Utilizam – se de elementos magísticos comuns à linha de esquerda, como a pinga (normalmente misturado ao mel), o cigarro, cigarrilhas e charutos, a vela bicolor vermelha/preta, etc.
Uma força muito grande que Exu–Mirim traz, é a força de “desenrolar” a nossa vida (fator desenrolador), levando todas as nossas complicações pessoais e “enrolações” para bem longe. Também são ótimos para acharem e revelarem trabalhos ou forças “negativas” que estejam atuando contra nós, “desocultando-as” e acabando com essas atuações.
A Umbanda vai além da manifestação de espíritos desencarnados, atuando e interagindo com realidades da vida muitas vezes inacessíveis a espíritos humanos. Exu – Mirim muitas vezes tem acesso a campos e energias que os outros guias espirituais não têm.
Lembrem – se que a Umbanda é a manifestação de “espírito para a caridade” não importando a forma ou o jeito de sua manifestação.Para aqueles que sentirem – se afim com a força e tiverem respeito, com certeza em Exu – Mirim verão uma linha de trabalho tão forte, interessante e querida como todas as outras.
*Débora Caparica é médium do Terreiro Tio Antonio e membro do Conselho Editorial do site 
Fontes de pesquisa:
Curso de Umbanda Sociedade Espiritualista Mata Virgem Livro O Guardião da Meia-Noite de Rubens Saraceni

OGÂNS

Palavra

de origem Bantu que significa: Chefe. Tanto na Umbanda, quanto no Candomblé, este cargo é muito respeitado, porém como este tópico é destinado a Umbanda, falaremos das suas atribuições na mesma.

Dentro de um terreiro de Umbanda o Ogan é tal qual como o nome significa o chefe, aquele que vêm logo após a Mãe ou Pai no santo. Os Ogans não têm incorporação (estado de transe), e assim sendo em todas as vezes que a Mãe de santo ou o Pai de santo estiverem incorporados, os demais médiuns devem respeitá-los, tal como respeitam seu pai ou mãe no santo.

O Ogan é os olhos da mãe de santo ou pai no santo, é a pessoa que observa e coordenar toda a parte ritualística do terreiro, para que tudo corra bem. Quando uma entidade é nova ou se faz presente pela primeira vez, é para o Ogan que ela se apresenta, e diz o seu nome, sua origem e risca o seu ponto, isso sempre na ausência da Mãe ou Pai no santo, quando os mesmos estão presentes , apenas chamam o Ogan para participe da conversa assim como da leitura do ponto. Na verdade o Ogan é como um fiscal.

Além desta importante função o Ogan têm outra função, que é a de cantar e tocar os atabaques para que as entidade possam trabalhar, para tanto o mesmo é conhecedor de todas os Ponto “Cantigas”, e para que serve cada um deles. O Ogan também é responsável por ler o ponto riscado da entidade e saber se corresponde realmente ao que ela está propondo ser.

Existem três Ogans normalmente em cada casa, porém o Ogan que têm todas essas atribuições chama-se Alabê (O Ogan de sala) que geralmente é o mais antigo, e é Ogan do santo da mãe ou do pai no santo da casa. Como é feita a escolha de um Ogan: Dentro da Umbanda, a escolha do Ogan pode ser feita pelo Dirigente (Pai ou Mãe de santo) ou ainda por um determinado Orixá de Umbanda.

A partir deste momento ele passa por um período de aprendizado e logo após este período é Coroado. Entretanto caso o mesmo seja Ogan de atabaque, somente poderá prosseguir para coroação, uma vez que autorizado pelo Ogan mais antigo, que fará provas com o novato a fim de saber se o mesmo aprendeu os ensinamentos. Um bom Ogan consegue perceber quando determinada entidade está por vir, sé é realmente um espírito doutrinado ou não.

Normalmente em um terreiro de Umbanda que haja doutrina e hierarquia, o Ogan pode até mesmo solicitar que determinada entidade vá embora por não se comportar dentro da doutrina ritualística. O que um Ogan fala, a mãe ou pai no santo assina em baixo, é a pessoa de mais alta confiança, se por ventura o Ogan tomar uma decisão ou dar uma ordem que o dirigente não goste, o mesmo chama o Ogan no quarto de santo, e junto com o pai e ou a mãe pequena os três conversam separadamente sem que os médiuns tomem conhecimento.

Isto porque dentro da doutrina Umbandista, os mais graduados não se chamam a atenção na frente dos mais novos é uma questão de hierarquia e respeito. Os atabaques de Umbanda na realidade são Barricas, que são repercutidas com as mãos, assim como no Candomblé os atabaques comem “Oferendas”, se oferece oferenda pelo fato de trata-se de um espírito também, por este motivo na Umbanda, todos batem cabeça para os atabaques, inclusive as entidades. Hoje em dia ainda existem casas em que os filhos tomam à benção ao Ogan mais velho em respeito ao seu Orixá (Coroado – Ifarí) e pelo fato de ser o segundo chefe da casa, faz parte da doutrina.

Assim como devem tomar à benção a Babakekerê ou Iyákekere (Pai pequeno ou mãe pequena) e esses trocam à benção com o Ogan. Quando os Orixás de Umbanda se apresentam, o Ogan mais antigo levanta-se e toca o ADJÁ (Instrumento que faz parte dos que emitem os sons vibratórios para os Orixás) cantando e acompanhando o santo, enquanto os demais tocam os atabaques. Dentro da Umbanda, somente o (a) Dirigente, a Mãe ou Pai pequeno e Pai Ogan, devem tocar o ADJÁ, por serem os mais graduados e porque o ADJÁ deve ser tocado por pessoas e nunca por outros espíritos. O ADJÁ emite um som que é tido como sagrado assim como os atabaques, e assim como os atabaques não são tocados por qualquer um.

Para o Orixá este conjunto de sons somado ao ponto cantado emana uma vibração adequada para o transe e faz parte do ritual. Se na Umbanda com exceção dos Orixás de Umbanda, as demais entidades estão em permanente evolução, os mesmos não podem tocar o instrumento para o Orixá. Esta doutrina inclusive de tocar o ADJÁ é bem semelhante no Candomblé, sendo que na Nação apenas algumas outras pessoas podem tocar, e sempre quando é passado de um para o outro, quem está passando (Independente de cargo) deve se curvar, o que recebe após pegar instrumento se curva também. Dentro da Umbanda existem apenas estes três Ogans, todavia na tradição Yoruba, existem diversos outros Ogan’s, exemplo: de folhas Babalosayin, de matança Asogun etc.

Como na Umbanda não há sacrifício de animais, quando é necessário se chama alguém Iniciado e com o que chama de “Mão de faca”, para Imolar o animal.guarda roupa planejado

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