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Arquivos do Autor: Douglas Barrios

04/10 – Gira de Criança

PRA QUE GIRA DE CRIANÇAS?

Manoel adentra ao terreiro e observa meio chateado que hoje é gira de criança e se questiona: o que uma criança pode trazer de útil ou importante para este momento da vida, momento este em que está desempregado, saindo de um desgastante casamento de longos anos se sentindo desprezado, velho, sem forças ou ânimo para as novas e necessárias buscas.
Manuel se sente no fundo do poço, e diz para si mesmo: “aonde eu vim amarrar meu burro? Procurar ajuda num terreiro de macumba já é o fim, mas vir assistir a marmanjos se arrastando de joelhos, fazendo cara de criança, brincando e comendo doce, aí já é ridículo.
O que estou fazendo aqui? Deixe-me ir embora, rápido!”.
Ao se levantar para ir embora, alguém o segura pelo braço e diz: “Entre.
É a sua vez. Aquela criança vos chama”.
Manuel observa o médium incorporado com os braços levantados, chamando-o.
“Ai, ai. E agora? Bom, vamos ver no que dá!”. Entrou.
A criança lhe sorri. Manuel sério.
– Tio, me dá a sua mão.
– Olha, eu só quero um passe. Tenho de ir. Ainda tenho compromisso para hoje – diz Manuel.
– Sim, tio. Me dá as duas mãos e fecha os olhos.
Manuel sente uma leve vibração, convidando-o ao relaxamento, respira fundo, enchendo-se de paz. Manuel pensa: “nossa, há quanto tempo não tenho um momento de paz”.
O menino fala enquanto dá um passe espiritual, puxando do reino dos encantados essências para impregnar em Manuel:
– Tio, lembra quando você era criança e brincava na rua, lembra tio?
– Sim, uma bola foi meu único brinquedo, o único que tive em toda a minha curta infância. E eu adorava brincar de bola. Qualquer vão entre duas coisas era um gol.
– Tio, vem brincar comigo.
– Não, eu não posso, tenho mil problemas a resolver.
– Tá bom, tio. Deixa-me acabar o passe. Tio, à noite, quando você ia dormir, você rezava?
– Sim, mas não me lembro como era, faz muito tempo.
– Tio, acabou. Vai com DEUS, tio!
Manuel volta de seu pequeno transe, leve, como se tivesse deixado lá uma construção que jazia em suas costas. Mas, volta a pensar: “Não adianta. Foi gostoso, mas não resolveu meus problemas. Eles vão bater a minha porta logo, logo”.
Na volta pra casa, Manuel vai que é só recordações, se lembra tanto das alegrias quanto das tristezas, da dureza da infância pobre e das alegrias feitas de quase nada.
De repente, na calçada, quica a sua frente uma bola de futebol daquelas modernas. Manuel, contagiado pela nostalgia, não pensa duas vezes e mete uma bica na bola, que subiu as alturas e foi dar com a vidraça de uma casa velha abandonada.
Com o estardalhaço da vidraça ruindo, as casas vizinhas acenderam as luzes e
Manuel saiu correndo e rindo tal qual uma criança que fez uma traquinagem.
Correu até sua humilde casa a adentrou a porta aos soluços de cansaço.
Deitou-se na cama, fechou os olhos e se lembrou da oração que fazia quando pequeno.
Manuel se viu criança, colocou as duas mãos no peito e adormeceu com uma prece no coração. Sonhou lindos sonhos de uma vida passada, onde havia a alegria que ainda está por vir.
Acordou com os mesmos problemas, mas renovado.
Na outra semana, estava lá no terreiro novamente. Desta vez era gira de caboclos e perguntou ao entrar:
“QUANDO VAI TER OUTRA GIRA DE CRIANÇA?”.

IBEJI IBEJADA!

images1 PRA QUE GIRA DE CRIANÇAS?

Fonte: Jornal Umbanda Sagrada – Edição 155 / Abril de 2013
Por Antonio Bispo

20/09 – Exú e pombas giras

TABELA DE FLORES e CANTINA
Médiuns do mêsMédiuns Marcelo Santiago – Guilherme – Izilda Fonseca–Isabela Ventreschi

História de Exu e Pombagira

Exu é agente de ligação entre os homens e os Orixás. É guardião dos caminhos, soldado executor das ordens de Pretos-velhos e Caboclos, Executor da Justiça Cármica, e por isso mesmo, não faz mal a ninguém.

Alguns confundem Exu quando este executa a Lei de Justiça, confundindo-o com praticante do mal; nada mais equivocado. Exu dá aquilo que se pede. Se for o bem, devolve o bem, se pedirem o mal, devolve-o a quem o pediu, se este não tiver razão em seu pedido. De forma contrária, se percebe que o indivíduo que lhe pediu ajuda sofreu o mal de outra pessoa, devolve-o na mesma moeda que desejou aquele que lhe procurou.

Exus são espíritos de pessoas que tiveram encarnação na Terra, ou em outros orbes, ou seja, são seres criados pelo Pai que seguem o mesmo caminho evolucional que nós, seres encarnados. São compromissados com a espiritualidade superior e encontram-se como Exus nas falanges de Umbanda por resgate cármico ou por optarem em manter-se nesse estágio, auxiliando o trabalho das demais entidades da nossa querida Umbanda. Isso não quer dizer, no entanto, que não há entre eles espíritos que compõem a falange de Exus e Pombogiras em estágio evolucional que lhes permite seguir outro caminho nos planos superiores. Se permanecem auxiliando e guardando os planos inferiores vibracionais, fazem-no por opção e escolha, para combater o mal que ainda se encontra na criação divina.

Pelo fato de Exus e Pombogiras atuarem em planos muito próximos as faixas vibracionais da Terra, são espíritos profundamente conhecedores das paixões humanas, de seus desejos, defeitos e qualidades. Trabalham atuando nessa energia para ajudarem àqueles que buscam suas orientações. Dizem que Exu e Pombogiras são “devassos”, prostitutas, delinqüentes. Nada mais equivocado. Exu e Pombogira trabalham dentro da energia sexual, da energia animal que liga os homens à Terra. Por isso se apresentam como sedutores e encantadores aos seus consulentes.

Na verdade, por estarem os Exus e Pombogiras numa faixa vibracional mais próxima à Terra, sua energia é mais densa, exigindo do Médium, em sua incorporação um nível diferenciado de energia de quando vai incorporar com outras linhas de Umbanda. Normalmente, o que ocorre durante a incorporação das demais falanges é que o médium precisa elevar sua vibração durante a incorporação com os falangeiros dos Orixás, Pretos-Velhos, Caboclos e Crianças, e durante a incorporação de Exu e Pombogira, por estarem esses atuando em campos vibracionais mais densos, faz com que o médium diminua seu padrão vibracional para uma incorporação perfeita.

O trabalho de Exu consiste em guardar nossos caminhos, nos protegendo de demandas e magias negras realizadas por espíritos obsessores ou desafetos encarnados. Eles são agentes da magia e dos processos sutis do uso das energias dessa magia. Em seu trabalho, cortam essas energias anulando o potencial do mal que nos foi mandado, e retirando e encaminhando a outros planos os espíritos inferiores que estiverem trabalhando para nos tirar de nosso caminho. Faz esse trabalho atuando dentro da Lei de Retorno, cobrando e resgatando espíritos das trevas para que estes encontrem um caminho que lhes possibilite encontrar-se de novo com os desígnios da Criação. Em vários casos, encaminhando tais espíritos a novos processos reencarnatórios.

Os Exus responsáveis pelas casas de Umbanda são os responsáveis pelo andamento correto dos trabalhos durante as giras e consultas.

Não podemos deixar também de ressaltar que Exus e Pombogiras não precisam entortar seus médiuns quando incorporam. Essa atitude provém do próprio médium que acredita que para incorporar essas entidades, necessita se fazer todo torto, com expressões de ódio no rosto e com os dedos das mãos em formato de garras. Exus de Umbanda não são espíritos zombeteiros que vivem de falar palavrão e que precisem beber o tempo todo. Como já se pôde perceber do texto sobre bebidas e fumo na Umbanda, presente em nosso site, a bebida tem funções outras e diversas do intuito de satisfazer o desejo de bebida de entidades, já que esse não existe dessa forma.

Os Exus possuem falanges distintas, bem como áreas de trabalho diferentes conforme se percebe pelos diversos terreiros de Umbanda. Os Exus atuam juntamente com uma Pombogira, formando o casal de guardiões do médium, que deve cultuar e respeitar a ambos.

As falanges de Exu também possuem uma hierarquia que é seguida entre os espíritos que a compõem conforme o grau evolutivo do espírito, e a atuação nos planos vibracionais mais próximo aos Orixás de Umbanda, ou próximo às trevas.

Muitas pessoas não gostam de Exu, porque dizem que Exu não satisfez seus pedidos. Na verdade, não entenderam essas pessoas como é a atuação dos Exus e Pombogiras. Eles não dão o que se pede; eles dão o que a pessoa merece, e esse merecimento deve ainda estar de acordo com a Justiça Cármica.

Laroyê Exu. Exu é mojubá! Salve a sua banda!

A saudação aos Exus: A saudação ao Exú é LARÓYÈ = salve, que também quer dizer salve compadre, boa noite “moça”. Exú é MOJUBÁ – Moju (Viver a noite) Bá (armar emboscadas) ou seja “armar emboscadas vivendo a noite”.  Mas na Umbanda o trabalho dos Exús é o de guardião. Assim ao cumprimenta-lo estamos dizendo: Salve aquele que vive à noite e que arma emboscadas. Assim estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo tempo estamos pedindo “Àquele que vive a noite, que nos livre das emboscadas”.

(Exus e Pomba Giras, os guardiões dos terreiros)

A reunião de Exú ou Gira de Exu[bb] tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos[bb] e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em  muito, na sua recuperação. Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro **, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho_de_separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem[bb], fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que os médiuns tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles são os nossos guardiões e da Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas. Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões…) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.

Cada médium que passa por esta Obrigação vai colaborar com eles acrescentando energia e equilíbrio ao trabalho que eles executam. É por este motivo que tantas vezes é falado que devemos ter cuidado com nossos pensamentos e pedidos, pois eles são energias. Os Exús precisam das nossas energias positivas  para que possam desempenhar melhor o seu trabalho.

Nota: Os médiuns que vão fazer a obrigação de Exú[bb] devem permanecer em estado de seriedade, afastando-se de bebidas, festas, que neste caso exercem uma atração para as almas desorientadas. A função da obrigação de Exú é basicamente para fazer com que o Exú assuma no campo a função principal de guardião do médium, desde que este se comporte a altura de sua amizade e respeito.

Bebidas: Gostam muito de  bebidas voláteis e o aguardente está entre elas ao qual dão o nome de malafo ou marafo, conhaque, cerveja e outras bebidas fortes. As Pomba-giras gostam de anis e champanhe. Não há necessidade de o médium ingerir a bebida, pois a mesma pode ficar num copo e o Exú ou Pomba-gira trabalhar com a sua energia utilizando  o conteúdo astral da bebida.

Comidas: Os Exús e Pomba Gira gostam de farofa, dendê, cebola, pimenta, limão, semente de mamona, e as Pombas Giras de enfeites e adornos, sem contar que gostam muito se suas oferendas enfeitadas com Rosas Vermelhas.

Alguns Nomes de Pomba Gira: Pomba Gira do Cruzeiro, do Cais, da Calunga, do Cemitério, Padilha, Mulambo, Cigana, Ciganinha, da Calunga, Maria Bonita, Rosa Maria, Maria Rosa, Maria Rita, Rosa vermelha, Rosa do cruzeiro, Sete Véus, Sete cravos, da Encruza..

Alguns Nomes de Exú: Sete Encruzilhadas, Veludo, Caveira, Tranca Ruas, Caveirinha, Exú Campina, Exú do Cruzeiro, Calunga, do Lodo, Lalu, da Madrugada, da Meia Noite, Mangueira, Mulambo, Mulambinho, Malandro, Malandrinho, Gira Mundo, Tiriri, Marabô, Sete Capas, Cadeado, dos Rios, da Cachoeira, dos Ventos, da Praia, Quebra Galho, Sete Covas, Sete Catacumbas, Sete Luas, Sete Sombras, Três Punhais, Três Cruzes, Sete Chaves, Tranca Tudo, Tira Teima, Zé Pilintra e muitos outros.

Hierarquia dos Exús: Os Exús e Pomba-giras prestam obediência ao Chefe da Casa. No caso da Casa Branca é o Exú das Sete encruzilhadas.

Exú Tronqueira: Não confundir o trabalho do  Exú guardião com o trabalho do EXÚ TRONQUEIRA. O Exú Tronqueira  é aquele que guarda o Terreiro e passa por uma triagem às pessoas que entram no Terreiro. Por isso a sua casa  é colocada junto à porta de entrada e é a primeira a ser saudada. Todos devemos ter o máximo de respeito do Exú Tronqueira, pois se uma Gira corre bem e firme devemos agradecer principalmente a ele.




O quadro abaixo traz a vinculação dos Exús às Linhas e o significado do seu nome.


OS EXÚS, SEUS NOMES E SEUS SIGNIFICADOS OU REPRESENTAÇÃO

SETE LINHAS EXÚ GUARDIÃO SIGNIFICADO DO NOME
OXALÁ SETE ENCRUZILHADAS Representa os diversos caminhos abertos em nossas vidas; representa ainda o livre-arbítrio[bb] professado na religião de Umbanda e conseqüentemente nossa liberdade na escolha de nosso próprio caminho.
IEMANJÁ E NANÃ MARABÔ[bb] MA: Verdadeiramente
RA: envolver
ABÔ: proteção
Aquele que envolveu perfeitamente com sua proteção ou Salve aquele cuja força protege
OMOLU CAVEIRA Representa nossa mais profunda transformação, aquela onde nossa parte material já se encontra em profunda degradação e, no entanto, nossa alma permanece em evolução.
OXOSSI E OSSÃE SETE CAPAS Representa o momento de transição final; é o Exú da hora da passagem; responsável pelo corte do cordão fluídico no momento final dos filhos de Umbanda.
XANGÔ E IANSÃ TIRIRI TI: com grande força
RIRI: valor e mérito.
Aquele que protege com grande força aos que tem valor e mérito.
OXUM E OXUMARÉ VELUDO Representa a doçura, a delicadeza mas também a força, a resistência. Representa ainda a riqueza material e espiritual trazidas pela Linha à qual serve.
OGUM E IBEJI TRANCA-RUAS[bb] Representa um grande poder de defesa para aqueles que a ele se dirigem; defesa contra aqueles que nos desejam o mal, contra nós mesmos e contra aqueles pensamentos e ações que tendem a impedir nossa evolução.

Jornal de SETEMBRO DE 2014

O Jornal desse mês de setembro, já está online para nossos leitores.

Boa Leitura…
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Gira Linha D’água – 06/09/2014

Flores – 06/09 – Juliana – Fernando – Henrique – Mãe Iracilda – Julinho

A linha D’água, nas giras de Umbanda, geralmente se manifesta para purificar e energizar os filhos de santo e assistência.


A manifestação é rápida. Não falam, e em suas danças sempre se movimentam com gestos que representam seus domínios.


A incorporação de Yemanjá, é bastante serena, e sempre movimentam os braços lentamente como se estivessem abrindo caminho entre as ondas do mar.Ao contrário de Iansã, que como uma grande ventania é agitada e sempre movimenta os braços para cima, expulsando os eguns.


A linha d’água ainda traz Oxum e Nanã.
Oxum das cachoeiras e lagos, e Nanã Boruquê das águas lodosas e barrentas.
A linha d’água representa o ciclo da renovação. Essas entidades, como as águas, levam as energias negativas, e nos devolvem fôlego renovado e purificado.
Por isso, quando fizer alguma oferenda no mar, lembre-se: O mar leva, mas também trás, portanto se quiser receber flores, antes de mandá-las ao mar, tire os espinhos.

CAMBONES – Umbanda

Cambone é uma atividade exercida nos terreiros de Umbanda e que merece uma atenção especial dada a sua importância como auxiliar das entidades, dos médiuns e dos dirigentes do Terreiro.

Como auxiliar das entidades, cabe ao cambone ser o interprete da mensagem entre a entidade e o consulente, além de um defensor da entidade e da integridade física do médium. Cabe a ele cuidar do material da entidade, orientar o que acontece em sua volta e também ajudar o entendimento do consulente, pois a linguagem do espírito nem sempre é entendida, mas ao cambone fica claro já pela sua intimidade com o comportamento do espírito que ele serve.

Por outro lado a posição do cambone nem sempre é confortável pois algumas vezes cabe a ele fiscalizar também o comportamento da entidade que, se por uma razão ou outra, fugir da normalidade deve imediatamente avisar a direção do terreiro. O limite da intimidade do consulente com o espírito ou o médium deve ser fiscalizado pelo cambone para evitar mal entendidos e desajustes de informações. Finalmente ao cambone é dada uma oportunidade especial de conhecer mais a Umbanda e a forma das entidades trabalharem porque seu contato é direto. Como o cambone tem como obrigação ouvir o que o espírito ouve e fala, seu conhecimento, em cada consulta, aumenta consideravelmente.

Quando eu comecei na Umbanda fiz questão de ser cambone e desempenhei esse papel durante muito tempo e posso afirmar que até hoje ele tem uma importancia direta no meu comportamento como médium e Pai de Santo.

Apenas como informação a quem quiser, estamos divulgando um aviso aos cambones do Terreiro do Pai Maneco elaborado pela Mirtes Rodrigues, responsável como assistente dos cambones na gira que dirijo.

Funções

  • Servir a entidade e ao médium
  • Colaborar material e espiritualmente com o médium e com a entidade, antes, durante e depois do trabalho.
  • Orientar o consulente quando não entende, banhos, entregas, novas consultas, vibrações e o que for necessário.
  • Prestar muita atenção na consulta, para não ser infringida nenhuma regra ou regulamento da casa, e notando alguma anormalidade deve ser comunicado a chefe de cambono ou à hierarquia e, conforme o caso, o pai-de-santo.
  • Deve apresentar honestidade e sigilo absoluto, não devendo nunca contar a ninguém o teor das consultas.
  • Não pode incorporar quando está atendendo a uma entidade, exceto quando autorizado pela entidade a quem estiver servindo.

Antes e durante os trabalhos:

  • Levar todo material da entidade para seu respectivo lugar no terreiro (pemba, velas, ponteiros, bebida, fósforo, tabua, charutos, palheiros, cigarros, ervas, e eventuais outros materiais)
  • Servir a  entidade em tudo que ela precisar.
  • Não deixar de ouvir, mesmo que por solicitação do consulente, as consultas feitas às entidades e as respostas por elas dadas. Em caso de determinação da entidade para se afastar durante uma consulta, avisar imediatamente o pai-de-santo ou a entidade que nele estiver incorporada.
  • Durante a vibração, ficar atento à entidade e ao trabalho que ela realiza, sem contudo ser necessário ficar ao lado da entidade, a não ser que a mesma solicite.
  • Autorizado o atendimento, enquanto risca o ponto e firma seu trabalho, fornecendo-lhe os materiais necessários.
  • Conversar com a entidade quanto ao numero de consultas e o tempo disponível, sendo que ele não pode dizer para ao consulente.

Após os atendimentos:

  • Conversar com a entidade, pedindo orientações quanto ao destino das sobras de material utilizado.
  • Levantar o ponto riscado da seguinte forma: retirar ponteiros, velas e outros materiais do ponto, e jogar cachaça sobre o ponto riscado, em forma de cruz, e com as mãos, apagar o ponto riscado. Depois pode retirar do local e limpar na torneira da pia com água.
  • Guardar e recolher o material, deixando o local limpo.

Orientações gerais:

  • Ao se locomover pelo ambiente do ritual não furar nem costurar a corrente, evitando bater nos médiuns.
  • Ao afastar-se da função, seja por um período ou não, auxiliar o novo cambono, passando orientações a respeito do trabalho com as entidades.
  • Não aproveitar-se da função para fazer consultas em nome de parentes, amigos, sobrecarregando o trabalho das entidades.
  • Não manter diálogo com  assistência.
  • Qualquer dificuldade em orientar os consulentes, pedir auxilio a hierarquia
  • Não atrapalhar o encerramento dos trabalhos levantando o ponto ou guardando os materiais.
  • Durante a abertura e encerramento dos trabalhos, todos devem estar na corrente.

Cambones:

  • Servir também é um aprendizado.
  • O trabalho do cambone  é tão importante quanto ao do médium e entidade.
  • A responsabilidade mediúnica do cambone é tão importante quanto a de qualquer outro médium.
  • O médium que camboneia, não atrapalha seu desenvolvimento. A experiência como cambono lhe é importantíssima no aprendizado.
  • Orientar a entidade quanto aos cuidados com o médium.
  • Avisar de qualquer situação constrangedora a hierarquia.
  • Levantar o perfil das entidades, visto que quem esta de fora, tem maior percepção e entendimento da entidade.

16/08/ – Ogum – energização das quartinhas

Flores e Salgados – Denise – Didue – Douglas Jr – Elaine

As Características Dos Filhos De Ogum

Não é difícil reconhecer um filho de Ogum. Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto. São conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade. Um trabalho que exija rotina, tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo. São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande. 

Os filhos de Ogum custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor. 

São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias. Arrependem-se quando vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas. 

As pessoas de Ogum são práticas e inquietas, nunca “falam por trás” de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos. 

 

Jornal de Agosto

Segue link do Jornal de Agosto de 2014.

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Exu e Pomba – Gira – 02/08/2014 –

Inicio da Gira ás 20:00 horas.

As Pomba Giras e Exus são o Povo de rua Na Umbanda

O povo de Rua é chamado de Exús de Umbanda, eles são espíritos mensageiros, guardiões, amigos ou inimigos. Os Exús na Umbanda podem ser macho ou´fêmea “Pomba Giras quando mulheres”, estes são legiões de espíritos em desenvolvimento que constituem os povos das ruas, encruzilhadas, esquinas, cemitérios, morro, etc. Usam cartolas, adoram se embriagar, dar suas gargalhadas com um olhar debochado pronto para lhe falar a verdade a qual veio procurar aquela consulta naquele dia.

Pomba Giras e Exus

 

O povo da rua tem espíritos masculinos e femininos. O Exús masculinos não revelam seu verdadeiro nome, ou pelo menos pode demorar um tempo inderterminado para falar, eles não custumam vir sozinhos em Umbanda com eles também estão os Preto-VelhoCaboclo e vários Orixás, dentre os exús mais presentes temos: Exú Tranca Rua das AlmasSeu Sete EncruzilhadasJoão Caveira,Exí TiriríExú MangueiraExú MarabôVeludo7 ChavesMirim (criança), 7 facadas, Seu Zé Pilintra e muitos outros.

Já os Exús femininos (as mulheres) são chamados de Pomba Gira ou Pombo Gira os aspectos são muito parecidos com os Exús homens, não revelam seu verdadeiro nome, ou podem demorar muito até que revele seu nome em terra (quando foi viva), aparecem em grupos e legiões diversas, acompanham Boiadeiros, Caboclos e também Orixá, veja os nomes mais visto na Umbanda e Candomblé: Maria PadilhaMaria Mulambo, , Rainha das sete encruzilhadasCiganaPomba Gira Figueira,Quitéria, Lixeira, Maria Navalha, etc.

• POMBA GIRA MARIA MULAMBO
Exús e Pombagiras tem sua própria organização em Legiões e Falanges dentro da umbanda, cada um com seu chefe maior. Os chefes supremos são Exú Rei e Pombagira Rainha, entretanto, mesmo estes têm a quem prestar contas: todos os Exús estão sob o controle de São Miguel das Almas, o Arcanjo Miguel, chefe das hostes dos anjos celestes. Ele é encarregado de controlar os espíritos que ainda se encontram em nível relativamente baixo de desenvolvimento, mais suscetíveis portanto a serem seduzidos por presentes para que façam o mal atendendo a pedidos de pessoas mal intencionadas.
  • Seu dia da semana é segunda feira.
  • Sua saudação é Laroiê, Exú, Exú!
  • Sua comida preferida (oferenda) é o padê e sua bebida é cachaça e adora fumar um charuto ou cigarro mesmo.
  • as cores de Exús e Pombagiras é o preto e vermelho.
  • Sua moradia mais importante é a encruzilhada aberta (4 pontas), a mais utilizada para trabalhos para boa sorte, amor, etc.

• Oferenda para Maria Padilha

O Povo de Ruas cuida em particular os assuntos externos ligado a: o trabalho, a carreira, as viagens, a proteção contra todos os tipos de problemas e ameaças. Uma sessão dos Exús, quando bem conduzida e com as cantigas adequadas, tem um efeito benfazejo enorme, através de tais sessões é que nos livramos dos nossos inimigos, resolvemos problemas cruciantes, conseguimos vencer as demandas.
Mas é prejudicial, tanto para o mortal quanto para o espírito, que façamos pedidos destinados a fazer o mal a alguém. Como os Exús estão progredindo no plano espiritual, sua ascensão será atrasada sempre que eles praticarem o mal a alguém, por isso, para ajudá-los, devemos sempre lhes endereçar pedidos de defesa, sem que tenhamos que atacar terceiros. Além disso, uma lei da magia diz que tudo que fizermos ao próximo voltará para nós multiplicado por três. Portanto, é melhor para nós mesmos pedir proteção e abertura de nossos caminhos, em vez de pedir a realização de malefícios que mais cedo ou mais tarde recairão sobre nossa vida.
Exús e Pombagiras são vivos alegres e sensuais.Usam roupas em que se combinam o preto e o vermelho, além de jóiase outros adereços.

Saravá Exú e Pomba Gira!!!

REUNIÃO – 19/07/2014 ás 19 HORAS | 20 HORAS gira de BAIANO

Queridos médiuns e trabalhadores!

 

Em carater extraordinário faremos uma reunião no sábado dia 19/07 às 19h.

Pedimos que cheguem com antecedencia para o encontro, fiquem trocados para os trabalhos, 

sentem no solo sagrado com disciplina e organização e aguardem o momento oportuno.

Sejam rápidos e fiquem atentos.

Teremos gira normal as 20h.

Por favor, não faltem!

Att

Mãe Katia

Jornal Julho 2014

Mais uma edição do Jornal Online.

Mês de Julho de 2014

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