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Douglas Barrios | Caboclo Ventania | Página 3
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01/10/2016 – Gira de Cosme Damião

O dia de São Cosme e São Damião, para os católicos,  também é celebrado no Candomblé. Nesse caso, no entanto, comemora-se a tradição em 27 de setembro e, tendo como referência, dois orixás. “Não são as mesmas figuras, mas em ambas são irmãos com histórias de vida muito parecidas”, explica Pai Nino D Osumarê, da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e do Entorno.

Nesse caso, a tradição tem como referência os Ibejis, divindades africanas. Para o Candomblé eram  irmãos gêmeos que, em troca de brinquedos e doces, resolviam os problemas levados a eles.  “Resolviam problemas, garantiam colheitas mas, casos as promessas não fossem cumpridas, faziam travessuras e podiam até mesmo reverter o que havia sido pedido”, conta Pai Nino.

Segundo a lenda, um dos irmãos morreu afogado e o outro, extremamente triste, pediu ao “Deus supremo”, que o levasse. “Conta a tradição que foi deixada na terra uma imagem em que a figura dos dois apareciam juntas e jamais poderiam ser separadas. A partir de então, as promessas passaram a ser feitas para a imagem, também em troca de doces e brinquedos”, conta.

“Os Ibejis são celebrados com cultos próprios durante todo o ano, já que estão ligados a ideia de “criação”, são cultuados em todos os rituais”, explica Pai Nino. “Devido a convivência com a cultura cristã, também fazemos festa em setembro em que são distribuídos brinquedos, doces e Caruru (comida típica que pode ser acrescida de amendoim ou castanha) para as crianças”, explica.

Já na Umbanda, celebra-se Cosme e Damião e não os Ibejis, na mesma data. “Quando os escravos foram trazidos da África para o Brasil acabaram criando a Umbanda e, para poderem realizar seus cultos, associaram seus deuses aos do catolicismo.

17/092016 – Linha D’água

As “sereias” são seres que nunca encarnaram e atuam como seres encantados como os elementais. São seres naturais. São regidas por Yemanjá, Oxum, Oxumaré e Nanã. Na Umbanda-Astrológica são regidas pela Lua, pelo signo de Peixes, Câncer e Escorpião.

As sereias “verdadeiras” são seres naturais regidas especialmente por Yemanjá. Num sentido esotérico elas representam as Ondinas, ou antigas sereias, são mais velhas e são regidas por Nanã Buruquê. Já as encantadas elementais aquáticas, são regidas por Oxum.
A Umbanda tradicional não reconhece Oxumaré como regendo também as sereias, mas como este signo representa a transformação e a magia é quem possibilita a vinda das sereias a Terra em forma de Mulher.

Todas incorporam nos cantos de Yemanjá, mas podem-se cantar cantos de Oxum e Nanã durante suas manifestações, que elas respondem, dançando suas danças rituais, mais rápidas nos cantos de Oxum e mais lentas nos cantos de Nanã. Elas têm um poder de limpeza, purificação e descarga de energias negativas superior a qualquer outra das linhas de trabalhos de Umbanda Sagrada. No entanto há pessoas que não se sentem bem com a influencia dessas forças se não conseguirem manifestar a mediunidade com harmonia e equilíbrio. Sendo esta uma das linhas que causam epilepsia e na Umbanda-Astrológica se revela na Vibração Lua/Netuno.

Elas não falam, só emitem um canto, que na verdade é a sonorização de um poderoso “mantra aquático”, diluidor de energias, vibrações e formas-pensamento que se acumulam dentro dos centros ou nos campos vibratórios dos médiuns e dos assistentes. E é por isso que muitos que possuem uma sensibilidade muito forte não conseguem dominar essa energia e torna-se dominados por ela. Assim tem muitos distúrbios mentais e choques no sistema nervoso. E tudo isso é piorado quando a família passa a drogá-lo com remédios muito fortes para epilepsia.

Essa é uma linha poderosa, mas pouco solicitada para trabalhos junto à natureza. Até porque não são todos que conseguem compreende-la corretamente. Elas são ótimas para anular magias negativas, afastar obsessores e espíritos desequilibrados ou vingativos. Também são poderosas se solicitadas para limpeza de lares e para harmonização de casais ou famílias. Para oferendar as sereias, deve-se levar ao mar, aos lagos ou às cachoeiras: rosas brancas, velas brancas,azuis, amarelas e lilases, champanhe, frutas em calda e licores. Mas se contata mais facilmente essas energias e vibrações através de cristais com mentalizações e pontos cantados.

É um mistério que precisa ser mais bem estudado, usado e compreendido pelos umbandistas. Pois se sabe ainda muito pouco sobre elas.

Já sobre os Marinheiros a Umbanda tem nessa linha de espíritos do mar uma de suas linhas de trabalhos espirituais. Segundo se sabe eles são espíritos alegres e cordiais que gostam de imitar os marujos nos tombadilhos dos navios em dias de tempestade. Mas, na verdade são seus magnetismos aquáticos que lhe dão a impressão de que o solo está se movendo sobre os seus pés. Fato este que os obriga a se locomoverem constantemente para a frente e para trás, tal como fazem as sereias quando incorporam nas suas médiuns.Os marinheiros são realmente espíritos de antigos piratas, marujos, guardas marinhos, pescadores e capitães do mar. São regidos por Yemanjá e Oxalá, mas atuam também sob a irradiação de Yansã, Oxum e Obaluayê, etc. se as Sereis se revela com a Vibração Lua/Netuno, os marinheiros se revelam com Netuno/Mercúrio ou Júpiter/Mercúrio.

Esses bem humorados senhores trabalham dando a impressão que estão ” Bêbados”, as vezes falam como se tivessem indagando e que gostam de tomar rum enquanto dão consulta às pessoas. Por isso é que se – deve doutriná-los e servir-lhes só o mínimo necessário para regularem seus magnetismos e permanecerem ” equilibrados” enquanto atendem as pessoas. Eles são ótimos para casos de doenças, para cortar demandas e para descarregar os locais de trabalhos espirituais, ensinando receitas bem formuladas e bem feitas.

Salve o povo da água!

Entrega de Marmitex 31-07-2016

Realizamos nesse domingo dia 31/07/2016 a entrega das Marmitex do 1º semestre, foram no total de 80 marmitex, rendeu bastante.
A entrega foi realizada no Viaduto do Bresser.
Agradeço de coração a todos que contribuirão com as doações, na preparação aos que estiveram presente no dia de hoje na montagem e entrega. Deu tudo certo graças à Deus! !!!

Parabéns a todos pelo comprometimento, doar um tempinho do seu dia para ajudar ao próximo! !

Que nosso pai Oxalá abençoe cada um!

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Firmar os Guias no campo de atuação

Muitos médiuns e dirigentes de Umbanda acreditam que basta incorporar seus Guias para que eles comecem a trabalhar no atendimento às pessoas que vão aos Centros em busca de auxílio. Mas isto não é verdade. Antes de um médium começar a dar atendimento ele deve firmar seus Guias nos seus campos de atuação, sob a irradiação dos Orixás que os regem e sustentam seus trabalhos.

Mesmo que um médium já esteja incorporando muito bem seus Guias, ainda assim é preciso que ele firme todos os seus Guias antes de começar a dar passes e consultas e, em hipótese alguma, deve deixar para depois estes procedimentos básicos e indispensáveis a um bom trabalho de atendimento às pessoas necessitadas.

Sim! Sem estar com todas as suas forças espirituais muito bem identificadas e firmadas em seus campos vibratórios, de já terem seus colares ou guias de trabalho cruzadas e consagradas, de já terem riscado seus pontos de firmeza, não se deve permitir a um médium novo que dê atendimento às pessoas dentro de um Centro.

E isto, por duas razões:

1ª- Só com as forças devidamente firmadas elas poderão fazer um bom trabalho para os necessitados, pois contarão com a cobertura dos Orixás que regem o campo em que atuam.

2ª- Só com suas forças espirituais bem firmadas um médium pode mexer com certas forças que entram com as pessoas que precisam ser ajudadas.

Transmito este alerta porque já estou cansado de ver médium ficar 1, 2, 3 anos frequentando os Centros, girando e ajudando os trabalhos sem que tenham ido à Natureza firmar corretamente as suas forças espirituais, que querem trabalhar, mas não podem mexer com coisas pesadas pois seus médiuns não têm o preparo necessário.

Durante o desenvolvimento, sem pressa e só após o Guia se identificar, é dever e obrigação do médium firmá-lo em seu campo vibratório na Natureza e fazer bem feita essa firmeza, dando ao Guia os recursos necessários para que ele tenha meios de ajudar as pessoas necessitadas.

Mas não adianta “só” ir à Natureza e dar uma oferenda ao Guia que tudo estará resolvido. Não mesmo! É preciso que a firmeza seja feita dentro de certos procedimentos para que tenha validade.

Procedimentos para firmar a força de um Preto Velho (a) no Campo Santo:

1º – Adquirir todos os elementos necessários: comidas e bebidas de preto velho, velas e flores de crisântemos brancos.
Comidas: bolo de fubá, arroz doce, canjica, pipocas estouradas e sem sal.
Bebidas: Café, água, vinho licoroso branco, água de côco, sempre em acordo com o que ele pedir ou intuir ao seu médium.
Velas: 7 velas brancas para o círculo da oferenda.
Mais uma vela branca para o Pai Obaluayê, uma vermelha para o Pai Ogum Megê e uma amarela para Mãe Iansã que deverão ser acesas em triângulo (antes de se fazer a oferenda ao Preto Velho), na frente do Cruzeiro das Almas e, dentro dele, o médium deve colocar uma vela branca para si e pedir a benção e a proteção destes Orixás.

2º – Após firmar os Orixás em triângulo o médium os saúda, pede-lhes a benção e a proteção. Depois pede licença para firmar seu Preto Velho no Campo Santo.

3º – Em seguida, recua 7 passos largos para trás dando o primeiro com o pé direito e também no sétimo. Ajoelha, cruza o solo com a mão direita, saúda seu Preto Velho ou sua Preta Velha, e lhe pede licença para firmar ali, diante do Cruzeiro das Almas, a sua força.

4º – A seguir, pega os elementos e começa a fazer a firmeza: acende as velas brancas em círculo, coloca um pedaço de pano branco sobre o solo e deposita em cima dele um alguidar ou um prato de papelão com as pipocas, cruza-as com o mel. A seguir, coloca os ramos de crisântemos brancos entre as velas e com as flores viradas para o lado de fora do círculo de velas. Então, coloca as comidas e as bebidas ao redor do alguidar com cada um dos elementos acondicionado dentro de um recipiente adequado e biodegradável. (Os vasilhames usados para levá-los devem ser recolhidos pelo médium).

5º – Após fazer a firmeza, o médium deve cantar pontos ao seu Preto Velho (a) ou fazer uma oração, pedindo lhe que firme suas forças no Campo Santo, para que possa, já firmado, incorporar no Centro e fazer a caridade espiritual ajudando os necessitados.

6º – Caso o Preto Velho incorpore, o cambone ou a pessoas que estiverem acompanhando devem atendê-lo, conversar com ele e servi-lo com o que ele pedir.

7º – Depois o médium dever pedir a benção e o axé dele, dar 7 passos para trás e se retirar.

Observação: O médium deve pedir licença na porteira para entrar e sair do Campo Santo e sua firmeza deve ser feita com respeito, reverência e amor no coração, pois é um ritual sagrado de Umbanda esta firmeza de forças e, assim como ele é necessário, ele também trará inúmeros benefícios para o médium que o fizer.

Livre-arbítrio e Responsabilidade

O livre-arbítrio é a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta – As Leis Morais – Rodolfo Calligaris

O livre-arbítrio, é a condição básica para que a pessoa programe a sua vida e construa o seu futuro entendendo, porém, que os direitos, limitações e capacidades individuais devem ser respeitados pelas regras da vida em sociedade.

Deus nos deu a liberdade e o livre-arbítrio como instrumentos de felicidade. A liberdade nos é concedida para que possamos ter uma visão mais lúcida de nós mesmos e das demais pessoas, de forma a discernir que papel devemos exercer na sociedade, quais são os nossos limites e possibilidades, assim como os dos semelhantes.

Lei de Liberdade

O pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sistema mental. Pensar permite aos seres modularem o mundo e com isso lidar com ele de uma forma efetiva e de acordo com suas metas, planos e desejos. O pensamento é considerado a expressão mais “palpável” doespírito humano, pois através de imagens e ideias revela justamente a vontade deste.

O principal veículo do processo de conscientização é o pensamento. A atividade de pensar confere ao homem “asas” para mover-se no mundo e “raízes” para aprofundar-se na realidade.

Segundo o filósofo Descartes (1596-1650), a essência do homem é pensar”. (Por isso dizia): “Sou uma coisa que pensa, isto é, que duvida, que afirma, que ignora muitas, que ama, que odeia, que quer e não quer, que também imagina e que sente”. (Logo quem pensa é consciente de sua existência) “penso, logo existo”.

Jornal Dezembro de 2015

Pessoal, já se encontra o Jornal de 215 para uma boa leitra.

Aproveitem!!

Abraços

http://www.cabocloventania.com.br/jornal/jornal_dezembro_2015.pdf

Homenagem a Iemanjá – 05/12/2015

O maior encontro anual de umbandistas foi aberto neste fim de semana em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, para homenagear a Orixá mais popular do Brasil, Iemanjá, a Rainha do Mar. Como tradição desde os anos 1960, adeptos da umbanda comemoram no dia 9 de dezembro, data antes dedicada a Oxum, o dia de Iemanjá.

Em meados da década de 1950, os primeiros umbandistas do Estado de São Paulo promoviam o “encontro das águas” em São Vicente com uma procissão das duas rainhas das águas. Com o passar dos anos, o aumento da população de São Vicente, também no litoral sul paulista, e à proximidade de uma área militar, os adeptos escolheram Praia Grande para manter a tradição de reunir as tendas para as comemorações.

O que poucas pessoas sabem é que os médiuns organizados pelo Primado da Umbanda homenagearam o espírito Caboclo Mirim batizando o bairro como Vila Mirim. Nos anos 1970, Iemanjá já era a Orixá mais popular do Brasil com várias imagens e músicas dedicadas à chamada Rainha do Mar.

Os fiéis da umbanda, religião tipicamente brasileira que tem preceitos do Kardecismo com a incorporação de entidades populares como Caboclo, Pretos Velhos, Marinheiros, Baianos, adoram os Orixás por sua “força natural”.

Muitos jovens participam das cerimônias de umbanda no litoral paulista. A sacerdotisa Domitilde Pedro, 60, que está na religião há 35 anos, explica que muitos jovens buscam carinho em seu templo. “Recebemos visitas de judeus, evangélicos e católicos que querem um conselho. Iemanjá é a mãe que representa esse amor” diz Mãe Domitilde.

Segundo Pai Alexandre Cumino, 42 sacerdote e professor, autor de vários livros sobre a umbanda, explica: “A umbanda é a religião essencialmente voltada para o bem, não fazemos nenhum mal para a sociedade, nosso princípio é a prática da caridade”. O líder religiosos que coordena um colégio de umbanda percebe que as casas que tem estudo tem recebido novos adeptos.

Leia mais…. (Fonte http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/12/1715754-umbanda-rejuvenesce-mas-mantem-a-tradicao-de-cultuar-iemanja-no-fim-de-ano.shtml)

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CERIMÔNIA FUNEBRE – UMBANDA

O funeral umbandista é dividido em duas partes: purificação do corpo e do espírito, que acontece somente com a presença do Sacerdote, ajudante e um parente e depois a cerimônia social para encomenda do espírito realizada no velório e no túmulo. Ainda no necrotério, antes de vestir o corpo do desencarnado, o Sacerdote procede com alguns atos como:

– Purificação do corpo com incenso: Primeiro ato para a purificação energética do corpo físico e do espírito que na maioria das vezes ainda está próximo ao corpo. Caso não esteja, o corpo é seu endereço vibratório e onde estiver o espírito o mesmo receberá esta purificação. As ervas queimadas na brasa propagam através do ar suas qualidades purificadoras e imantadoras do espírito;

– Purificação do corpo com água consagrada: É o mesmo que água benta; neste momento cria-se uma diluição de qualquer energia material ainda presente no corpo e no espírito do desencarnado;

– Cruzamento com a pemba consagrada: Neste ato se faz uma cruz na testa, garganta, peito, plexo, umbigo e costas das mãos e pés para desligar qualquer iniciação ou cruzamentos feitos na encarnação desobrigando o espírito a responder aos iniciadores do plano físico, desta forma se neutraliza;

– Cruzamento com óleo de oliva consagrado: Repete o ato de cruzamento acima e também cruza o ori (coroa) para que libere do chakra coronário qualquer firmeza de forças purificando o espírito e o livrando de qualquer chamamento por alguém que se acha superior querendo prejudicar o desencarnado;

– Aspergir com essências e óleos aromáticos: Aspergir todo o corpo para criar uma aura positiva e perfumada em volta do espírito, protegendo-o de qualquer entrechoque energético;

Esta é a primeira parte do funeral. Após isto o corpo será vestido e levado ao velório. Então, momentos antes do enterro, é ministrada a cerimônia fúnebre de encomenda do espírito:

RITUAL DE PURIFICAÇÃO DO CORPO E ENCAMINHAMENTO DO ESPÍRITO

Purificação do Corpo:

  1. Purificação do corpo com incenso
  2. Purificação do corpo com água consagrada
  3. Cruzamento do corpo com a pemba branca consagrada
  4. Cruzamento do corpo com óleo de oliva consagrado
  5. Borrifação do corpo com essências e óleos aromáticos

Encomenda do Espírito:

  1. Apresentação do falecido
  2. Palavras acerca dos espíritos
  3. Prece ao Divino Criador Olorum
  4. Canto de Oxalá
  5. Hino de Umbanda
  6. Canto de Obaluaiyê
  7. Canto ao Orixá de cabeça do falecido
  8. Despedida dos presentes
  9. Fechamento da arca funerária (caixão)
  10. Transporte do corpo ao cemitério
  11. Enterro do corpo
  12. Cruzamento da cova onde foi enterrado

Purificação do Corpo: como o sacerdote umbandista deve proceder

  1. Purificação do corpo com incenso: o sacerdote deve incensar o corpo do falecido proferindo estas palavras:

– Irmão (nome completo) neste momento eu incenso o seu antigo corpo carnal e peço a Deus que onde você estiver neste momento que o seu espírito receba este incensamento e sejam purificados de todos os resquícios materiais ainda agregados nele, tornando-o mais leve e mais puro para que você possa alçar seu vôo espiritual rumo às esferas superiores da vida.

  1. Purificação do corpo com a água consagrada:

– Irmão (nome completo) neste momento eu purifico o seu antigo corpo carnal com a água consagrada e peço a Deus que onde você estiver neste momento que o seu espírito receba esta purificação de todos os resquícios materiais ainda agregados nele, tornando-o mais puro para que você possa alçar seu vôo espiritual rumo às esferas superiores da vida. excluir

  1. Cruzamento com a pemba branca consagrada: – Cruzar a testa, a garganta e as costas das mãos, dizendo estas palavras:

– Irmão (nome completo) neste momento eu cruzo o seu antigo corpo carnal com a pemba branca consagrada e peço a Deus que onde você estiver neste momento que o seu espírito fique livre de todos os resquícios dos cruzamentos materiais ainda agregados nele, desobrigando-o de responder àqueles que fizeram esses cruzamentos em você quando ainda vivia no plano material e com isso torno-o livre para que você possa alçar seu vôo espiritual rumo às esferas superiores da vida.

  1. Cruzamento com o óleo de oliva consagrado: – Untar o ori, cruzar a testa, cruzar as costas das mãos e o peito do corpo do falecido, dizendo estas palavras:

– Irmão (nome completo) neste momento eu unto o seu ori anulando nele todos os resquícios das firmezas de forças feitas em sua coroa e retiro dela a mão de quem as fez purificando o seu espírito e livrando-o de ter que responder aos chamamentos de quem quer que seja e que tenha permanecido no plano material ou de quem quer que seja e que ainda se sinta seu superior e seu responsável nos assuntos relacionados as suas antigas práticas religiosas, e com isso torno-o livre para que você possa alçar seu vôo espiritual rumo às esferas superiores da vida.

  1. Aspergir com essências e óleos aromáticos:

– Aspergir com uma essência aromática desde a cabeça até os pés, o corpo do falecido

– Aspergir com um óleo aromático desde a cabeça até os pés, o corpo do falecido.

Durante esses atos devem ser ditas estas palavras: – Irmão (nome completo) onde quer que você esteja neste momento que o seu espírito seja envolvido por esta essência e este óleo para que assim você possa alçar seu vôo rumo às esferas superiores envolto numa aura perfumada e com o seu espírito livre de quaisquer resquícios materiais que nele ainda pudessem ter restado.

Encomenda do Espírito excluir

  1. Apresentação do falecido: – O próprio sacerdote ministrante ou uma pessoa que conheceu bem o falecido deve neste momento da cerimônia fúnebre dizer algumas palavras sobre ele aos presentes.
  2. Palavras acerca da missão do espírito que encarna: – O sacerdote ministrante deve recitar algum texto escolhido por ele ou recitar de si mesmo algumas palavras acerca da missão do espírito que encarna e do que ele leva para o mundo dos espíritos quando do seu retorno à morada maior.

III. Prece ao Divino Criador Olorum ( Deus): Olorum, Senhor nosso Deus e nosso Divino Criador, ei-nos reunidos à volta do corpo carnal do teu filho (citar nome completo) que cumpriu sua passagem pela terra com fé, amor, e confiança, e não esmoreceu em momento algum diante das provações a que se submeteu para que pudesse evoluir e aperfeiçoar ainda mais a sua consciência acerca da Tua Grandeza, Senhor Nosso Pai! Acolha seu espírito que já retornou ao mundo maior onde está a morada dos que O servem com humildade, fé e caridade Senhor Nosso Pai! Envolva-o na Tua Luz Divina e Ampare-o no Teu amor eterno, Senhor Nosso Pai. Amém!

  1. Canto de Oxalá: – O sacerdote ministrante ou a corimba deve puxar um ponto cantado de Oxalá, e após ele terminar deve dirigir algumas palavras a este Orixá maior na Umbanda solicitando-lhe que acolha o espírito do falecido, ampare-o e direcione-o para as esferas superiores do mundo espiritual.
  2. Hino de Umbanda: – O sacerdote ministrante ou a corimba deve cantar o hino de Umbanda em homenagem ao espírito do falecido que durante a sua passagem pela terra seguiu a religião umbandista. excluir
  3. Canto de Obaluaiyê: – O sacerdote ministrante ou a corimba deve cantar um ponto de Obaluaiyê e após ele terminar deve dirigir algumas palavras a este Orixá que é o Senhor das Almas e do Campo Santo para que acolha o espírito do falecido e ampare-o durante o seu transe de passagem do plano material para o plano espiritual direcionando-o para o seu lugar nas esferas espirituais.

VII. Canto ao Orixá de cabeça do falecido: – O sacerdote ministrante deve proferir algumas palavras sobre o Orixá de cabeça do falecido pedindo-lhe que ampare o espírito do seu filho(a) durante seu retorno ao mundo dos espíritos.

VIII. Despedida dos presentes na cerimônia: – Todos os presentes, começando pelos seus familiares devem dar a volta no caixão onde está depositado o corpo do falecido despedindo-se dele e desejando-lhe uma vida luminosa e virtuosa no mundo espiritual.

  1. Fechamento do caixão: – O caixão deve ser fechado pela pessoa responsável pela funerária encarregada do seu enterro.
  2. Transporte do corpo ao cemitério: – Se esta cerimônia foi realizada no centro onde o falecido freqüentava ou em sua casa o caixão deve ser carregado pelos seus familiares e amigos até o veiculo que o transportará até o cemitério onde deve ser enterrado. Mas se esta cerimônia for realizada na capela do cemitério onde será enterrado, então o seu transporte deverá ser feito desde a capela até o seu túmulo através do meio que for recomendado pelos responsáveis pelo cemitério onde ele será enterrado.
  3. Enterro do corpo: – o caixão, após ser depositado dentro da cova deve receber uma fina camada de pemba ralada antes que seja coberto de terra. excluir

XII. Cruzamento da cova onde o falecido foi enterrado: – Após o túmulo ser coberto de terra e as flores serem depositadas sobre ele o sacerdote ministrante deve cerca-la com pemba ralada criando um circulo protetor a sua volta, e deve acender quatro velas brancas, uma acima da cabeça, uma abaixo dos pés, uma do lado direito e outra do lado esquerdo formando uma cruz, e proferir estas palavras: – Divino criador Olorum, amado Pai Obaluaiyê, amado Pai Omulú, senhores guardiões do Campo Santo, aqui eu selo e cruzo a cova onde (fulano de tal) teve seu corpo enterrado impedindo assim que ela venha a ser profanada e impedindo que seu espírito venha a ser perturbado por quaisquer ações que possam ser intentadas contra ele a partir de agora.

Amém!

07/11/2015 – Pretos Velhos

Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS” .

Pai Cipriano

Para podermos entender um pouco melhor esta linha de trabalho tão importante dentro da Umbanda, vamos rever um pouco da história de como os negros chegaram a terras brasileiras.

As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma.

Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra e França.

Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os negros:

  • Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África.
  • Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e fazendo dos vencidos escravos.

No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII.

Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubás; geges; hauçá; minas e malês.

A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos, 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da população.

Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar.

Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos!

Em troca de seu trabalho os negros recebiam três “pês”: Pau,Pano e Pão.

E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários.

Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação.

A “macumba” era, e ainda é um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão.

A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana.

Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi (protegido de Ogum).

Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, do Ventre livre e, enfim, pela Lei Áurea.

A Legião de espíritos chamados “Preto-Velhos” foi formada no Brasil, devido a esse torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África.

Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir mesmo de maneira precária uma união representativa da língua, culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento de referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África.

Eles conseguiram preservar e até modificar, no sincretismo, sua cultura e sua religião.Idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego.

Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza.

Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais.

Mas a mente não envelhece, apenas amadurece.

Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada.

Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece. O ato final da peça que encarnamos no vale de lágrimas que é o planeta Terra é a morte.

Mas eles voltaram.

A sua missão não estava ainda cumprida.

Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual.

Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rituais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura.

Teriam que possuir a essência intrínseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.

Os Pretos-Velhos na Umbanda

São espíritos extremamente evoluídos, que se apresentam em um corpo fluídico de velhos africanos que viveram nas senzalas.

E com essa forma humilde evitam intimidar as pessoas que os procuram a fim de resolver problemas diversos.

Com este subterfúgio, conseguem maior proximidade com o consulente e ensinam como as pessoas podem aprender com os próprios erros e como fazer para avançar na escala espiritual.

Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade.

São um ponto de referência a todos que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz.

Não tem raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e tortura a que foram submetidos no passado.

Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da escravidão, pois, no processo cíclico da reencarnação, passaram por muitas vidas anteriores, foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados e outros.

Mas para ajudar aqueles que necessitam, escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporativa de Preto-Velho, assumindo essa forma com o objetivo de manter uma perfeita comunicação com aqueles que os procuram em busca de ajuda.

São os verdadeiros doutrinadores dentro da Umbanda, são mestres da sabedoria e humildade.

Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito.

Com seus cachimbos e sua fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam aqueles que necessitam independente de sua cor, idade, sexo ou religião.

São extremamente pacientes com seus filhos e como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de Karma e ensinar-lhes resignação, mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o ciclo da reencarnação, podem aliviar os sofrimentos do Karma e elevar o espírito para a Luz Divina, fazendo com que as pessoas entendam seus problemas e suas soluções dentro da Lei de Causa e Efeito.

Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente.

Quando a pessoa se fortalece e cresce, consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos, ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega.

Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo como encare seu destino e os acontecimentos de sua vida.

Por isso quando falar com um Preto-Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.

Para muitos os Pretos Velhos são conselheiros, mostrando a vida e seus caminhos, para outros são psicólogos, amigos, confidentes e mentores espirituais.

São também mandingueiros poderosos, com seu olhar perscrutador, sentado em seu banquinho fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de arruda, rezando com seu terço e aspergindo sua água fluidificada, demandam contra o baixo astral e suas baforadas são para a limpeza e harmonização das vibrações de seus médiuns e consulentes.

Conhecedores profundos da Magia Divina e manipulação das ervas, combatem as forças negativas (o mal), espíritos obssessores e kiumbas e auxiliados pelos Exus desfazem trabalhos.

Falanges

As falanges de Pretos Velhos se formaram de acordo com a região de onde vieram, como:

  • Congo
  • Aruanda
  • D’Angola
  • Guiné
  • Moçambique
  • Keto, e outros

Nomes

Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas.Voltemos ao passado, na época que cognominamos “A Idade das Trevas” no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto.

Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos.

Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não  há resistência, só a inteligência vence.

Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados.

As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes.

A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita.

A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D’Angola).

O termo “Velho”, “Vovô” e “Vovó” é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão.É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham.

No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho.

É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os “Psicólogos da Umbanda”.

Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:

Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João ,Pai Congo, Pai José D’Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai Serafim, Pai Firmino D’Angola, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Ana, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Benedita.

Obs: Normalmente os Pretos-Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais “velhos” do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tia).

Características Linha e Irradiação

Todos os pretos velhos se organizam na Umbanda em linha formada por eles mesmos; a linha de preto velho, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente.

Fios de Contas (Guias)

Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.

Roupas

Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco).

As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéu de palha.

Bebida

Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).

Dia da semana: Segunda-feira

Chakra atuante: básico ou sacro

Planeta regente: Saturno

Cor representativa: preto e branco;

Saudação: Cacurucaia (Deve sempre ser respondida com “Adorei as Almas”) 

Fumo: cachimbos ou cigarros de palha.Obs: Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.

Cozinha Ritualística

Tutu de feijão preto

Mingau das almas

É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com leite de coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça branca. É comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse mingau, antes de entregá-lo na natureza.

Bolinhos de Tapioca

Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de molho em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a inchar.

Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e passe-os em farinha de mesa crua.

Asse na grelha.

Colocar os bolinhos em prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura, fumo de rolo, etc.

Obs: Nas sessões festivas de Pretos-Velhos, é usual servir a tradicional feijoada completa, feita de feijão preto, miúdos e carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa.

Fontes de pesquisa:

  • Wiquipédia
  • Curso de Umbanda “Sociedade Espiritualista Mata Virgem”

19/09/ – Linha D’água

Para a limpeza de nossas almas.

A linha D’água, nas giras de Umbanda, geralmente se manifesta para purificar e energizar os filhos de santo e assistência.


A manifestação é rápida. Não falam, e em suas danças sempre se movimentam com gestos que representam seus domínios.


A incorporação de Yemanjá, é bastante serena, e sempre movimentam os braços lentamente como se estivessem abrindo caminho entre as ondas do mar.Ao contrário de Iansã, que como uma grande ventania é agitada e sempre movimenta os braços para cima, expulsando os eguns.


A linha d’água ainda traz Oxum e Nanã.
Oxum das cachoeiras e lagos, e Nanã Boruquê das águas lodosas e barrentas.
A linha d’água representa o ciclo da renovação. Essas entidades, como as águas, levam as energias negativas, e nos devolvem fôlego renovado e purificado.
Por isso, quando fizer alguma oferenda no mar, lembre-se: O mar leva, mas também trás, portanto se quiser receber flores, antes de mandá-las ao mar, tire os espinhos.